A pátria, em chuteiras, parou para assistir ao sonolento jogo de estreia da selecção da Federação Portuguesa de Futebol. Desconhece-se se os políticos que vestiram patrioteiramente a camisola já a despiram, depois da triste exibição de Ronaldo e Companhia. Enquanto isso, PSD e Chega negociaram, negociaram, negociaram e Ventura, depois das expectativas que criou ao Governo para a aprovação do pacote laboral, tirou o tapete (“Surprise! Surprise!”) a Montenegro. (O programa foi gravado na manhã de sexta-feira, ainda antes do desfecho de mais uma bela cambalhota do Chega.) Tudo isto na semana em que Estados Unidos e Irão assinaram - higienicamente, à distância - um memorando de entendimento para acabar com a guerra e para repor as coisas como elas estavam a 28 de Fevereiro. A pergunta que se impõe: para que serviu a guerra, afinal? Ainda mais uma dúvida: a “grande solidariedade” do diretor geral da PSP com um polícia condenado será descuido ou corporativismo, puro e simples? A fechar, tal como abrimos, com bola, o sócio 12 049 do Benfica (sim, Ricardo Araújo Pereira) faz o balanço de uma época sem títulos
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