Procuram um homem que queira ser pai, ou uma mulher que deseje ser mãe, com o objectivo não só de procriarem (sem sexo), mas de criarem e educarem a criança a dois (ou a três), sem um relacionamento amoroso, visto como qualquer coisa que só atrapalha tudo. É a "co-parentalidade", uma nova "tendência" que já forma muitas famílias e cria negócio para dezenas de agências que pré-seleccionam os candidatos.
A filosofia de base, apresentada como historicamente inovadora, é a de que não é necessário, e talvez nem desejável, que o pai/mãe dos filhos seja, simultaneamente, o amor das nossas vidas.
Visto de fora, não parece muito diferente do tempo em que os casamentos eram arranjados, e a paixão acabava por ser canalizada para outra pessoa, e os testemunhos de famílias formadas desta forma revelam que, em muitos casos, há uma grande ingenuidade — afinal, na prática, um dos elementos pode apaixonar-se pelo outro (contra as regras), e é difícil imaginar que não vão surgir sentimentos de posse e ciúmes.
Decididamente, este é um assunto que merece ser tema de uma das nossas Birras. Explicamos-lhe tudo, se nos quiser ouvir.
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