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Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira
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    Pedro Siza Vieira: “Trump já se esqueceu de que dizia que merecia o Nobel da Paz e tem um fetiche erótico pela guerra”

    05/03/2026 | 59 min
    As operações especiais para Trump devem ser sempre ao sábado e, de preferência, enquanto decorrem negociações e com ultimatos em contagem decrescente. Foi assim a 3 de janeiro, na Venezuela, e foi assim a 28 de fevereiro, no Irão. As comparações só acabam por aqui, porque as pessoas do regime iraniano em quem a Casa Branca estava a pensar para assumir o poder, como aconteceu na Venezuela, já não estão lá. Trump foi muito claro, quando lhe perguntaram sobre quem ia liderar o Irão quando a guerra terminasse: “A maioria das pessoas que tínhamos em mente estão mortas”. Para o regime iraniano, sobreviver já é uma grande vitória.
    Quando a guerra vai terminar é coisa que ninguém sabe e a duração do conflito, juntamente com a capacidade do Irão retaliar e alargar a guerra a toda a região do golfo pérsico, serão determinantes para a evolução da economia global, com especial destaque para as economias da Europa e da China, mais dependentes de energia importada. De grosso modo, um quinto do petróleo e do gás natural passa pelo estreito de Ormuz.
    Uma Europa dividida entre os que recusam colaborar com Trump nesta guerra sem mandato internacional, os que ficam a meio da ponte e os que apoiam. Sobram as ameaças do inquilino da Casa Branca a Espanha e sobra também, a despropósito no contexto deste conflito, o anúncio de Emmanuel Macron de que a França admite aumentar o número de ogivas nucleares e estacionar algum desse armamento noutros países da Europa, como factor de dissuasão perante a ameaça russa.
    Está com o Bloco Central, a moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é de Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.
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    Pedro Siza Vieira: “Passos parece querer ser líder da oposição, faz críticas ao Governo e apelos a que a legislatura não chegue ao fim”

    26/02/2026 | 1 h 5 min
    No final da semana passada, Trump sofreu às mãos do Supremo a mais pesada derrota e acabou a insultar os juízes que votaram pela ilegalidade das tarifas. Na madrugada desta quarta-feira, no mais longo discurso da história do Estado da União, o presidente republicano pintou a América great again: “maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”, mas gastou 107 minutos a dividi-la pela raça, pelo género, pela ideologia partidária. Ao fim do primeiro ano do segundo mandato, Trump tem o pior índice de aprovação da história da União, para a mesma altura, com 39% positivo e 60% negativo. Sobre Renee Good e Alexi Pretti, mortos pelo ICE, ou sobre as sobreviventes do pesadelo Epstein nem uma palavra. Com mentiras, exageros e palhaçadas não trouxe nenhuma novidade digna de registo e transformou o momento num talk-show.
    Na terça-feira, assinalaram-se os quatro anos da invasão da Ucrânia pelo exército russo, num momento de impasse na frente de guerra e nas negociações de paz.
    Por cá, as atenções dividiram-se entre a escolha do ex-director nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna e mais uma enfática intervenção do ex-líder do PSD, Pedro Passos Coelho, no papel de líder da oposição à escolha de Luís Montenegro para tutelar as polícias e a proteção civil.
    O governo aprovou, na semana passada, as linhas gerais do PTRR e, depois de reunir com o presidente eleito para lhe dar conta do que pretende com este plano, está agora a conversar com os partidos da oposição para recolher propostas.
    Está com o Bloco Central, um podcast que é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.
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  • Bloco Central

    Pedro Marques Lopes: “O Governo plantou notícias para descredibilizar Lúcia Amaral e fez dela bode expiatório pelo que correu mal”

    19/02/2026 | 1 h 7 min
    Trump continua a querer policiar o mundo, não pelas regras do direito internacional mas pelo que lhe dita a sua consciência. A Ucrânia, que podia ter a paz poucos dias depois dele regressar à Casa Branca, continua a ser pressionada por Washington de uma forma que Moscovo nunca foi. E a paz continua a ser uma miragem. Na conferência de Munique, a América, que trocou J.D. Vance por Marco Rubio, baixou o tom mas manteve a crítica a uma Europa em decadência e confirmou que o apoio a uma extrema-direita nacionalista na Europa é a agenda comum que une os interesses de Trump e de Putin.
    Por cá, com um presidente eleito que criticou o ante-projecto “Trabalho XXI”, o governo parece andar à procura de quem lhe passe a certidão de óbito. O empenho é tanto que a ministra do Trabalho decide convocar patrões e UGT para uma reunião e manteve-a mesmo sabendo que, por motivos de agenda, a UGT não estaria presente. Veremos se cumpre a promessa de o levar ao Parlamento, mesmo sem acordo na Concertação Social, e se o Chega de Ventura recua para a posição inicial de apoio a esta revisão do Código Laboral. Se falhar a Concertação e o Parlamento, o mais que o governo consegue é arranjar uma desculpa, sem o ónus de ter de enfrentar o presidente logo no início do seu mandato.
    O Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia. A sonoplastia deste episódio é de Gustavo Carvalho.
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  • Bloco Central

    Marques Lopes: “André Ventura perdeu, mas não foi derrotado”

    10/02/2026 | 59 min
    Saímos das mais recentes eleições com um presidente eleito com o maior número de votos de sempre. Seguro, o candidato por quem tantos barões do PS têm o maior desdém, acabou a superar a marca de Soares. Esteve em campanha para unir os portugueses, prometendo o oposto de Ventura e os eleitores escolheram a democracia. Como na primeira volta aconteceu com a esquerda, com o eleitoral a ignorar os directórios partidários e a dar o pleno de votos a Seguro, agora, na segunda volta, foi o eleitorado de centro-direita que mandou às favas a estratégia de quem se colocou em cima da ponte, julgando possível manter a equidistância entre quem une e quem divide. Vida facilitada para o presidente eleito que não fica a dever a ninguém, a não ser a todos os que nele votaram, esta eleição.
    Ventura foi pesadamente derrotado e a cara com que apareceu na noite eleitoral desmentia qualquer grito de vitória, qualquer ideia de liderança de direita. Mas Montenegro sabe que o líder do Chega, ficando longe do que pretendia, saiu fortalecido com mais 400 mil votos. Há caminho para percorrer, primeiro-ministro e presidente eleito querem estabilidade. Veremos o que o poder político faz com ela.
    Está com o Bloco Central, onde a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia, a sonoplastia é de João Luís Amorim.
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  • Bloco Central

    Pedro Marques Lopes: “Depois da propaganda em cima de uma tragédia, Leitão Amaro não podia ser ministro nem mais um dia”

    06/02/2026 | 1 h 7 min
    Nenhum país está preparado para combater a força da natureza quando fenómenos meteorológicos extremos, como a tempestade “Kristin”, atingem o território com rajadas de 200 quilómetros por hora ou, como a tempestade “Leonardo”, trazem associado um rio atmosférico com mais de mil quilómetros de extensão e toneladas de vapor de água para despejar.
    Coisa diferente é a prevenção que é preciso fazer para mitigar os estragos e, sobretudo, a forma como o Estado responde às necessidades das populações afectadas. Aí, o país, invariavelmente, revela-se impreparado.
    Acresce que a comunicação do Governo também se mostrou um fenómeno extremo, entre a vaidade comunicativa dos ministros Nuno Melo e Leitão Amaro (estrelas da cassete pirata) e a humildade comunicativa da ministra Maria Lúcia Amaral (invisível, a aprender e sem saber o que falhou).
    Extrema foi também a forma como o país mediático deu por terminada a campanha das presidenciais. Um apagão que pode contribuir para uma subida da abstenção já previsivelmente alta por causa do mau tempo que se faz sentir, mas também pela desmobilização do eleitorado de centro-direita, a quem se disse que estas eleições não têm nada a ver com eles.
    O Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.
    Não fecharemos este episódio sem duas notas internacionais. A vontade de Trump nacionalizar as eleições de novembro e os ficheiros Epstein, libertados aos soluços, mas sempre com revelações surpreendentes. Ou nem tanto.
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Acerca de Bloco Central

Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.
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