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Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira
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    Pedro Marques Lopes: “Depois da propaganda em cima de uma tragédia, Leitão Amaro não podia ser ministro nem mais um dia”

    06/2/2026 | 1 h 7 min
    Nenhum país está preparado para combater a força da natureza quando fenómenos meteorológicos extremos, como a tempestade “Kristin”, atingem o território com rajadas de 200 quilómetros por hora ou, como a tempestade “Leonardo”, trazem associado um rio atmosférico com mais de mil quilómetros de extensão e toneladas de vapor de água para despejar.
    Coisa diferente é a prevenção que é preciso fazer para mitigar os estragos e, sobretudo, a forma como o Estado responde às necessidades das populações afectadas. Aí, o país, invariavelmente, revela-se impreparado.
    Acresce que a comunicação do Governo também se mostrou um fenómeno extremo, entre a vaidade comunicativa dos ministros Nuno Melo e Leitão Amaro (estrelas da cassete pirata) e a humildade comunicativa da ministra Maria Lúcia Amaral (invisível, a aprender e sem saber o que falhou).
    Extrema foi também a forma como o país mediático deu por terminada a campanha das presidenciais. Um apagão que pode contribuir para uma subida da abstenção já previsivelmente alta por causa do mau tempo que se faz sentir, mas também pela desmobilização do eleitorado de centro-direita, a quem se disse que estas eleições não têm nada a ver com eles.
    O Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.
    Não fecharemos este episódio sem duas notas internacionais. A vontade de Trump nacionalizar as eleições de novembro e os ficheiros Epstein, libertados aos soluços, mas sempre com revelações surpreendentes. Ou nem tanto.
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  • Bloco Central

    Ao vivo: América a ferro e fogo e o papel de Trump num mundo em profunda mudança teimam em não entrar no debate das presidenciais

    27/1/2026 | 45 min
    Gravamos ao vivo nos “Encontros Fora da Caixa”, realizados no Porto na segunda-feira, e elegemos o presidente Trump como tema internacional e as presidenciais como tema nacional para a conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Martins.
    Entramos na campanha oficial da segunda volta das presidenciais e esta terça-feira realiza-se o único frente-a-frente televisivo. O país vota a 8 de Fevereiro. Se as sondagens voltarem a acertar, António José Seguro será o próximo Presidente da República, num tempo político em que há uma maioria sociológica de direita. Como vai André Ventura, reforçado nas urnas, lidar com o governo de Luís Montenegro? Para que servirá o movimento criado por Cotrim de Figueiredo com a mira apontada a 2031? Que direita sai destas eleições?
    Sem grande espaço no debate de trazer por casa, o mundo mudou e isso ficou muito claro, em Davos, onde o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, fez uma intervenção inspiradora no dia anterior ao recuo de Donald Trump em relação à Gronelândia. Os mercados estiveram em queda e a Europa mostrou-se firme e unida na oposição à vontade americana de anexar a maior ilha do mundo. A América a ferro e fogo, por causa do combate do ICE à imigração, é outra das marcas da presidência de Trump.
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  • Bloco Central

    Siza Vieira sobre André Ventura: “Imaginem o que é ter um incendiário que gosta do Trump a torpedear o governo do país”

    21/1/2026 | 1 h 4 min
    Desta vez, as sondagens não se enganaram, apontaram a alta probabilidade de haver uma segunda volta entre Seguro e Ventura e ela aí está. Mais difícil de antecipar foi a dimensão da vitória do ex-líder do PS na primeira volta e a dimensão da derrocada do candidato da AD. Cotrim terá ficado muito satisfeito por ser o primeiro dos derrotados, pela simples razão de que triplicou a votação da IL nas legislativas de há oito meses e isso confirma o estatuto de príncipe dos liberais, que se agigantam quando é ele o candidato e mingam quando é outro qualquer.
    Como o tolinho no meio da ponte ficou uma parte da direita portuguesa, incapaz de saber se esta segunda volta é entre a direita e a esquerda ou entre quem defende a democracia e quem a quer perverter.
    Terá sido o mesmo dilema que levou há uns tempos alguns democratas portugueses a ficarem indecisos entre Donald Trump e Kamala Harris, hoje alinham com o coro europeu contra o bullying do presidente dos Estados Unidos, que conseguiu transformar os seus principais aliados em principais adversários.
    A Gronelândia, pois claro, que deixou de sonhar com a independência que um dia podia chegar, mas também a Ucrânia que impede os europeus de passar das palavras aos actos. A bazuca comercial, pacote de sanções anti-coerção, é uma espécie de bomba nuclear que foi preparada para ser lançada contra a China em caso de necessidade, mas que é agora falada para responder às ameaças da Casa Branca.
    Está com o Bloco Central, a moderação da conversa que se faz entre o Pedro Marques Lopes e o Pedro Siza Vieira é de Paulo Baldaia, com sonoplastia de Gustavo Carvalho.
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  • Bloco Central

    Marques Lopes: “Ventura um dia será primeiro-ministro, com a ajuda de Cotrim e de Montenegro, se este não fizer nada na segunda volta”

    15/1/2026 | 59 min
    Enquanto Trump continua a mostrar ao mundo a sua faceta de cowboy - umas vezes feito xerife e outras mais parecendo ladrão de gado, numa versão ladrão de petróleo ou terras raras -, nós por cá aproximamo-nos da recta final de uma campanha que nos há-de levar a uma segunda volta das presidenciais. Se o retrato que as sondagens nos dão hoje não estiver desfocado, há neste momento três candidatos para duas vagas.
    A tendência de queda deixou Marques Mendes e Gouveia e Melo a quase dez pontos percentuais de um lugar na segunda volta e, em sentido contrário, sempre a crescer nas intenções de voto, Cotrim e Seguro disputam com Ventura quem passa à história no próximo domingo.
    O governo que, para defender o seu candidato, disse dos outros o que Maomé não disse do toucinho, tem aqui uma dificuldade para gerir com o próximo presidente. E se a corrida acabar por ser entre Ventura e Seguro, qual será a posição defendida pelo líder da AD?
    O podcast Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim.
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  • Bloco Central

    Pedro Siza Vieira: “Ventura tem o seu rebanho e os seus eleitores não seguem outro pastor”

    08/1/2026 | 1 h 3 min
    Donald Trump não nos fez esperar para ficarmos a saber o que nos espera em 2026. Logo no primeiro fim-de-semana do ano, bombardeou Caracas, eliminou a segurança pessoal do presidente da Venezuela e extraditou Nicolás Maduro e a mulher para Nova Iorque onde começarão a ser julgados em Março. Até lá, Trump conta com a manutenção do regime venezuelano para ganhar muito dinheiro com a comercialização do petróleo. Para lá do que aconteceu e da forma como aconteceu, o presidente norte-americano e todo o seu séquito não perderam tempo a mostrar em que direcção vai o mundo: Colômbia, Cuba e Gronelândia são os próximos alvos.
    Por cá, entre ginjinhas e provas de vinho, os candidatos são diariamente chamados a comentar a espuma dos dias e não se torna fácil perceber o que fariam se fossem presidentes da República. Como esta sexta-feira há Conselho de Estado para debater a Ucrânia, a Venezuela e, talvez, a Gronelândia, o país deve poder contar com a diligente acção dos jornalistas na estrada, transformando todos os candidatos em conselheiros de Estado. As sondagens insistem em dizer-nos que, de certeza, haverá segunda volta a 8 de fevereiro com a grande incerteza de existirem cinco candidatos para duas vagas. Umas poucas dezenas de milhar de votos podem fazer a diferença e o voto útil passou a ser o tema mais importante da campanha.
    Está com o Bloco Central, a moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é feita por Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.
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Acerca de Bloco Central

Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.
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