45 episodios
- No segundo episódio de "Os Escândalos de uma Revolucionária", dois meses depois do desaparecimento, chegam finalmente a Lisboa notícias de Annie. Depois de aliviados, os Silva Pais ficam furiosos: a filha esteve sempre em Cuba, escondida do marido e dos amigos portugueses, numa casa do regime. Abandonou tudo para se juntar à luta de Fidel Castro e Che Guevara.
Nessa altura, Raymond Quendoz, que conheceu Annie em julho de 1960, depois de pôr um anúncio no Diário de Notícias, e se casou com ela três meses depois, já pediu o divórcio.
Pouco tempo depois de chegarem a Havana, foram juntos assistir a um discurso de Che Guevara. Logo nesse dia, o diplomata suíço apercebeu-se da devoção especial que a mulher parecia ter pelo ícone da revolução cubana. A partir daí, a situação só piorou: Annie chegou a cortar o cabelo como Che. E nunca mais usou o vestido decotado de renda, vermelho, que o próprio revolucionário lhe elogiou, numa festa em que estiveram juntos, na embaixada da Holanda em Havana.
Foi justamente a partir desse dia que a vida de Annie Silva Pais mudou para sempre.
"Os Escândalos de uma Revolucionária" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Bárbara Branco e tem banda sonora original de Frankie Chávez. Pode ouvir semanalmente os episódios de"Os Escândalos de uma Revolucionária" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt. Pode assinar aqui.
See omnystudio.com/listener for privacy information. Estreia."Os Escândalos de uma Revolucionária". Episódio 1: A filha do diretor da PIDE desapareceu
14/09/2026 | 42 minOutubro de 1965. Na estreia de "Os Escândalos de uma Revolucionária", o diplomata suíço Raymond Quendoz espera pela mulher na pista do aeroporto de Havana, mas a portuguesa Annie Silva Pais simplesmente não aparece.
Toda a gente quer saber onde está a portuguesa. Porque Annie não é só casada com um diplomata suíço. Também é filha de um dos homens mais importantes do Estado Novo, Fernando Silva Pais, o diretor da PIDE.
O desaparecimento de Annie vai dar origem a um mistério de dimensão internacional que vai mobilizar o responsável da CIA em Havana, o chefe dos serviços de segurança suíços, o mais alto representante de Portugal em Cuba, e até Salazar e Fidel Castro.
Durante meses, todas estas pessoas vão andar à procura de Annie. Todas, menos uma: há alguém que sabe muito bem onde ela está.
"Os Escândalos de uma Revolucionária" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Bárbara Branco e tem banda sonora original de Frankie Chávez. Pode ouvir semanalmente os episódios na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast.
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See omnystudio.com/listener for privacy information.A música de Frankie Chavez para "Os Escândalos de uma Revolucionária" | Novo Podcast Plus estreia a 15 de setembro
14/09/2026 | 3 minFrankie Chavez é o autor da banda sonora original do novo Podcast Plus do Observador, "Os Escândalos de uma Revolucionária". Estreia a 15 de setembro.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Trailer "Os Escândalos de uma Revolucionária" | Novo Podcast Plus estreia a 15 de setembro
07/09/2026 | 4 min"Os Escândalos de uma Revolucionária" revela a história de Annie Silva Pais, a filha do último diretor da PIDE. No Estado Novo, fugiu do marido diplomata com a ajuda de Fidel Castro e juntou-se aos cubanos. No 25 de Abril, voltou para ajudar a fazer a revolução em Portugal — e para tentar salvar o pai.
O novo Podcast Plus do Observador é uma série para ouvir em seis episódios que tem narração da atriz Bárbara Branco e banda sonora original de Frankie Chávez.
Estreia a 15 de setembro.
See omnystudio.com/listener for privacy information.- O diretor do SIS entra na sala e recusa cumprimentar Frederico Carvalhão Gil, com quem trabalhou durante décadas. A traição do espião abalou profundamente o Estado português e Neiva da Cruz não lhe perdoa.
No julgamento, que decorre à porta fechada, para proteger dados sensíveis, Carvalhão Gil tenta inverter o jogo e aponta falhas graves nos serviços secretos para justificar os seus atos.
Nunca vai admitir o crime de espionagem. O que não significa que não seja condenado por ele.
"A vida dupla do espião traidor" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Ivo Canelas e tem banda sonora original de Bruno Pernadas.
Pode ouvir semanalmente os episódios de"A vida dupla do espião traidor" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast.
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Acerca de 1983: Portugal à Queima-Roupa
Narrado pela atriz Victoria Guerra e com banda sonora original dos Linda Martini, “1983: Portugal à queima-roupa” conta a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. No espaço de apenas três meses, um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e uma execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente.
Issam Sartawi, um dos homens mais próximos de Yasser Arafat, líder histórico da Organização para a Libertação da Palestina, foi o primeiro a morrer. No dia 10 de abril, em pleno Congresso da Internacional Socialista, no Algarve, foi assassinado com um tiro na nuca no lobby do Hotel Montechoro, em Albufeira. O atirador saiu a passo do hotel, ainda de arma em punho e, apesar de toda a segurança montada no local, conseguiu desaparecer no meio da confusão.
Três meses depois desta execução, reivindicada por um dos grupos mais temidos no Médio Oriente na segunda metade do século XX, um comando paramilitar arménio conseguiu não apenas entrar em Portugal mas tomar de assalto uma embaixada no centro de Lisboa — e fazer reféns.
Foram atentados mortíferos e de extrema violência, num país que só estava habituado a ver o terrorismo ao longe, no estrangeiro e através da televisão. Que mostraram que Portugal não estava preparado para prevenir ou responder de forma eficaz a este tipo de ameaças externas, e, no final, obrigaram as autoridades a dar um passo que a maior parte dos países europeus já tinha dado há muito tempo: avançar para a criação dos serviços secretos.
Narração: Victoria Guerra
Banda sonora: Linda Martini
Guião e entrevistas: Vasco Maldonado Correia
Sonoplastia e pós-produção áudio: Pedro Oliveira
Design gráfico: Miguel Feraso Cabral
Edição: João Santos Duarte e Tânia Pereirinha
Coordenação: Miguel Pinheiro, Filomena Martins, Pedro Jorge Castro, Ricardo Conceição e Sara Antunes de Oliveira.
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1983: Portugal à Queima-Roupa
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