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  • Cabo Verde: Ensino Superior chega à Ilha de Santo Antão
    Após anos de muita discussão em torno da implementação do ensino superior em Santo Antão, eis que o ensino superior chega à ilha das montanhas através do Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias (ICTA) da Universidade Técnica do Atlântico (UTA). O reitor da UTA, João do Monte Duarte disse que a instalação de duas unidades orgânicas da universidade pública, fora de São Vicente, ilha sede da Universidade Técnica do Atlântico, consta da carta de admissão da equipa reitoral. Com os despachos da Agência Reguladora do Ensino Superior (ARES), emitidos em Setembro, a entidade reconhece estarem reunidas as condições para a acreditação, registo e funcionamento dos ciclos de estudos de Licenciatura em Engenharia Zootécnica e Engenharia Agronómica que a são os primeiros dois cursos a serem ministrados  pelo ICTA. E as duas unidades orgânicas previstas são o Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias (ICTA) com sede em Santo Antão e o Instituto de Aeronáutica e Indústria Turística na ilha do Sal. A UTA optou por instalar primeiro o ICTA em Santo Antão que através de um concurso público já tem todos os docentes para as disciplinas do primeiro ano dos cursos de Licenciatura em Engenharia Zootécnica e Engenharia Agronómica.  Por ser o primeiro ano do ensino superior em  Santo Antão, a Universidade Técnica do Atlântico em colaboração com os seus parceiros criou uma série de incentivos para atrair estudantes de todas as ilhas para o ensino superior público em Santo Antão, no Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias. João do Monte Duarte garante que o ensino superior em Santão Antão através da universidade pública é para servir todo o país, a região africana onde Cabo Verde está inserido, e internacionalmente, através de investigação e extensão universitária, e ainda para responder à reivindicação da população da ilha que há mais de uma década pede a implementação do ensino superior como uma forma de inverter a saída de jovens de Santo Antão. As aulas teóricas dos cursos de Licenciatura em Engenharia Zootécnica e Engenharia Agronómica do Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias da Universidade Técnica do Atlântico vão decorrer a partir de 17 de Outubro no segundo piso do Liceu Januário Leite no município do Paul. As aulas práticas vão acontecer no Centro Agrícola De Afonso Martinho e Ecofarm no município de Ribeira Grande e ainda na Quinta São João Baptista em Porto Novo. O reitor da UTA, João do Monte Duarte garante que após o início das aulas em Santo Antão, a universidade pública – UTA vai focar na instalação do  Instituto de Aeronáutica e Indústria Turística na ilha do Sal que será a terceiro polo da Universidade Técnica do Atlântico
    9/30/2022
    9:20
  • "No documentário podemos ascender ao céu", Sofia Pinto Coelho, realizadora de Daniel e Daniela
    "Daniel e Daniela" é o documentário que marca a estreia da jornalista Sofia Pinto Coelho como realizadora de uma longa metragem. O filme, que em Portugal é já uma surpresa de bilheteira, avança através das conversas entre um pai (Daniel, 83 anos) e uma filha (Daniela, 12 anos) numa viagem de regresso às suas origens. Pai e filha percorrem Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau e mais de cem anos de História, Nas conversas entre Daniel e Daniela, racismo, colonialismo, desenvolvimento africano, educação, história de África, memórias familiares e aspirações individuais fazem parte do diálogo, Afinal, Daniel, quer deixar, à filha Daniela, conhecimento e pensamento crítico. O que está na origem de "Daniel e Daniela", o trabalho da realizadora com pai e filha e a liberdade de fazer um documentário, são alguns dos temas abordados durante a entrevista da realizadora Sofia Pinto Coelho à RFI.
    9/30/2022
    16:42
  • Guerra na Ucrânia: "Putin vê actualmente a sua liderança pessoal mais pressionada e ameaçada"
    O conflito na Ucrânia transpõe hoje um novo patamar com Vladimir Putin a proclamar, em nome do "direito à autodeterminação dos povos", a anexação de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, 4 regiões situadas no leste e sul da Ucrânia, ao cabo de referendos qualificados de "fantochada" por Kiev e pelos seus aliados ocidentais. A coincidir com esta proclamação, reúne-se hoje o Conselho de Segurança da ONU para discutir sobre uma resolução condenando os "referendos" organizados nas províncias ocupadas pela Rússia, o voto deste texto não deixando contudo margem para ilusões, dado que a Rússia tem sempre usado o seu direito de veto nesta matéria. Perante esta forte probabilidade, os Estados Unidos não excluem a hipótese de se organizar uma reunião da Assembleia Geral da ONU com o objectivo de "enviar uma mensagem sem ambiguidade a Moscovo". Em linha de mira está nomeadamente a China que, até agora, se tem declarado oficialmente "neutra", muito embora tenha em paralelo enaltecido a "amizade sem limites" com a Rússia. Uma relação privilegiada que não impediu Pequim de apelar esta semana ao "respeito da integridade territorial de todos os países" e a "um cessar-fogo pelo diálogo", depois de a Rússia agitar novamente a ameaça da utilização da arma nuclear. Relativamente a este momento do conflito, Sandra Fernandes, professora especialista da Rússia ligada à Universidade do Minho, observa sobretudo que as anexações de territórios ucranianos por Putin acontecem num momento em que ele está a conhecer dificuldades na frente militar mas igualmente na frente política interna. RFI: O que traduz a proclamação das anexações de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson por Putin, a seu ver? Sandra Fernandes: Era algo que já estava a ser anunciado, foi posto em prática e neste momento de viragem do conflito, penso que é sobretudo uma tentativa de manobra sobretudo interna, porque neste momento Putin está a perder uma guerra face aos seus objectivos iniciais. Isto está-lhe a trazer problemas relativamente aos seus apoios, a nível da sua liderança, nomeadamente junto dos ultranacionalistas que partilham de uma visão muito extrema sobre aquilo que deve ser o destino da Ucrânia. Portanto, com estas anexações, podemos ao mesmo tempo perceber que é uma espécie de tentativa de "salvar a face" e de dar alguma aparência de avanços na conquista da Ucrânia e, por outro lado, talvez lhe permita reduzir os seus objectivos estratégicos nomeadamente, por exemplo, na região de Donetsk. Este passo, penso eu, vai-lhe permitir redireccionar no sentido de uma escala menor um conflito que ele está neste momento a perder. RFI: No momento em que ele está a concretizar, pelo menos no papel, a anexação desses territórios, Putin também agita a ameaça nuclear. É para levar a sério? Sandra Fernandes: A ameaça nuclear é algo que considerávamos completamente impossível e agora deixou de ser impossível. Ou seja, nas circunstâncias actuais em que um líder com as características de Putin, com uma liderança muito pressionada e ameaçada devido ao desaire desta guerra para a Rússia, traz-nos a questão da imprevisibilidade de um líder com uma visão do mundo e um perfil psicológico algo deformada, uma visão do mundo obsessiva face àquilo que é o valor da Ucrânia para o interesse nacional russo e, portanto, embora continue a ser improvável, não é de todo impossível. RFI: Hoje, o Conselho de Segurança da ONU vai debruçar-se sobre a questão da Ucrânia e nomeadamente essas anexações. Até que ponto é que isto vai ter algum impacto? Sandra Fernandes: O Conselho de Segurança das Nações Unidas é um órgão que está paralisado, uma vez que depende da unanimidade dos votos dos cinco membros permanentes (França, Estados Unidos, Reino Unido, China e Rússia). Portanto, será com certeza um momento em que as potências que estão do lado da Ucrânia vão condenar novamente a Rússia, mas isso não terá efeitos práticos nenhuns. Será interessante perceber como é que a China vai discursar face a esta questão. A China está aqui num jogo de equilíbrio entre o Ocidente e a Rússia. RFI: Não está excluída a hipótese de haver uma reunião do plenário e, efectivamente, cada um ter que se posicionar relativamente a este conflito. Há uns meses já houve um voto desta natureza. Julga que o voto pode mudar relativamente à Rússia, nomeadamente o voto da China e da Índia que até agora se mostravam "neutras"? Sandra Fernandes: Pode haver aqui alguns ajustamentos pelo menos na retórica. Aí, eu penso que será interessante perceber que tipo de ajustamentos, que leitura é que estes países fazem do momento actual. Teremos que aguardar pela manifestação desses ajustamentos. RFI: Isto também sucede numa altura em que se registaram explosões nos gasodutos Nordstream 1 e 2. Há suspeita de sabotagem. A Rússia diz que são os Estados Unidos. A Europa diz que é a Rússia. Quem é que tem mais a ganhar com esta possível sabotagem? Sandra Fernandes: Julgo que a sabotagem poderá ter algum objectivo dentro da guerra híbrida que a Rússia conduz contra o Ocidente já antes desta guerra porque é no sentido de criar um impacto, uma percepção nas opiniões públicas. Mas penso que o essencial a reter sobre os dois gasodutos Nordstream é que eles estão condenados a prazo. Esta guerra traz uma reorientação drástica quanto aquilo que é a visão europeia sobre o seu mercado energético e sobre as suas relações energéticas, uma vez que se procura cortar a relação com a Rússia nesta senda. Portanto, penso que neste momento, estes acontecimentos criam mais ruído ou distracção face àquilo que é o essencial nesta guerra. RFI: E Precisamente, o que é necessário reter neste momento do conflito? Sandra Fernandes: O que é preciso reter é que Putin falhou os seus objectivos iniciais. Claramente a sua capacidade bélica e a sua acção no terreno têm sido caóticas. Há claros problemas de comando e de coordenação nas Forças Armadas russas e não há uma opinião pública realmente favorável à guerra. Putin vê actualmente a sua liderança pessoal mais pressionada e mais ameaçada.
    9/30/2022
    6:52
  • Pedro Penim apresenta adaptação provocadora de Turguéniev
    O espectáculo "Pais e Filhos" está em cena até dia 1 de Outubro, no teatro des Abbesses, em Paris. Um clássico a partir do qual o encenador Pedro Penim incorpora uma série de temáticas polémicas, galvanizadas por referências feministas, pelo activismo queer revolucionário: a abolição da família. "Pais e Filho" de Ivan Turguéniev será, provavelmente, um dos romances mais famosos e poderosos da literatura mundial. Um clássico a partir do qual o encenador Pedro Penim incorpora uma série de temáticas polémicas, galvanizadas por referências feministas, pelo activismo queer revolucionário: a abolição da família. Segundo o encenador Pedro Penim, "Pais e Filhos" é "uma adaptação de uma peça russa do século XIX, sendo que fiz essa adaptação contemporânea. As personagens mantêm-se, são personagens do romance de Ivan Turgenev", Fathers and Sons (1862), mas também influenciado por Full Surrogacy Now: Feminism Against Family de Sophie Lewis (2019), feminista defensora da ecologia cyborg e de movimentos comunistas queer.  Passados 160 anos, Pedro Penim leva para o palco um embate entre a opinião dos pais e a opinião dos filhos, com ideologias diferentes. "Aqui, as personagens mantêm-se, existem pais e filhos que têm os mesmos nomes, nomes russos, quase como se a peça se passasse na Rússia, mas o conteúdo é feito de temas e discussões do século XXI. Temas que passam por discussões de identidades, pela família, pela desagregação da família, pela reconstrução da família e de como é que estas estruturas, que são estruras de poder, podem ter um eco em 2022", explica o encenador português. Em cena, os actores partem de documentos biográficos para criar  mundos ficcionais. Pedro Penim –  torna-se pai graças à maternidade de substituição – procura alargar o debate sobre a parentalidade e a família, envolvendo não só o público, mas também a ciência e as redes sociais. "Uma adaptação provocadora" e "uma nova forma de fazer teatro", descreve a actriz portuguesa Rita Blanco.
    9/29/2022
    14:36
  • "A sociedade moçambicana anda com a casa às costas"
    "Desde a sua independência, Moçambique nunca viveu uma paz efectiva", afirma a investigadora em processos migratórios da Universidade Eduardo Modlane, em Moçambique. Inês Macamo Raimundo lembra, ainda, que "a sociedade moçambicana anda com a casa às costas e nunca conseguiu ter uma vida sedentária por causa destes fenómenos". As Organizações Não Governamentais em Moçambique enfrentam dificuldades para socorrer ao número de deslocados em Nampula, vítimas dos ataques no norte de Moçambique. Embora não se conheçam o número exactos de deslocados e refugiados moçambicanos, as pessoas que fogem para países fronteiriços "é uma situação histórica no país", aponta a investigadora em processos migratórios, nas questões de segurança alimentar urbanas, na Universidade Eduardo Modlane. Para Inês Macamo Raimundo não existem "migrações livres", defendendo que "quando alguém muda de residência é porque há algum motivo que a forçou a mudar, por motivos ambientais; ciclones ou cheias, mas também por questões militares". No caso de Moçambique, "desde a sua independência, nunca viveu uma paz efectiva. Todo este contexto tem obrigado a deslocações populações, de tal forma que a sociedade moçambicana anda com a casa às costas e nunca conseguiu ter uma vida sedentária por causa destes fenómenos", aponta.
    9/28/2022
    9:09

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