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  • Cabo Verde: Jorge Humberto com novo álbum e concerto na região de Paris
    O cabo-verdiano Jorge Humberto promove este sábado, 7 de Maio, em Montreuil, perto de Paris, o seu mais recente trabalho discográfico. "Ôjemdia", estreado em Fevereiro, trata-se do oitavo álbum do "Trovador do Mindelo", que passando por Portugal se instalou na região de Paris. Cremilda Medina sobe também ao palco para abrilhantar a noite. A RFI acolheu o artista para falar do seu disco, do seu concerto, e da sua carreira de quase 30 anos. Acompanhe aqui uma música ao vivo na RFI de "Ôjemdia" de Jorge Humberto: "Sima quem ka querê nada".
    5/5/2022
    22:45
  • Manuel d’ Novas: "Um dos maiores compositores de sempre de Cabo Verde"
    Manuel d’ Novas foi um dos mais importantes trovadores de Cabo Verde e o compositor preferido de Cesária Évora, Bana, Ildo Lobo, entre outros. O seu filho, Neu Lopes, descreve-o como “um dos maiores compositores de sempre de Cabo Verde” e foi para o homenagear que realizou o documentário “Manuel d´Novas – Coração de Poeta”. "O Manuel d’Novas foi um dos maiores compositores de sempre de Cabo Verde. É um nome que está por detrás de várias músicas, de vários artistas, incluindo Cesária Évora. É um dos compositores mais profícuos e aquele que abordou praticamente quase tudo o que diz respeito a Cabo Verde”, resume Neu Lopes, realizador do documentário “Manuel d´Novas – Coração de Poeta”. “O meu pai é um herói nacional. Para mim é uma figura proeminente e é uma das figuras que, tal como Cesária Évora, é mais importante do que o Presidente da República praticamente (…) Para sempre vai-se falar do Manuel d’Novas”, continua o cineasta. Foi com a ternura de filho e a curiosidade de realizador que Neu Lopes decidiu homenagear Manuel d’ Novas, um dos mais importantes e prolíficos compositores de Cabo Verde e o preferido de Cesária Évora, Bana e Ildo Lobo. Além da homenagem, o cineasta quis fazer “um documento para a posteridade” porque ainda não havia nenhum filme sobre Manuel d´Novas, de forma a que também “as pessoas passassem a conhecer um dos compositores que estavam por detrás de Cesária Évora, por exemplo”. “Há pessoas que dizem que o Manuel – e isso é uma grande verdade – revolucionou a morna, revolucionou a forma de fazer a coladeira. Ele seguiu, antes, compositores como o Ti Goi ou o Frank Cavaquinho, por exemplo, mas depois começou a fazer uma coisa que é própria dele. O Manuel conseguiu conquistar um espaço na cena musical cabo-verdiana que mais nenhum músico conseguiu até hoje”, conta o realizador. Apesar de ter nascido na ilha de Santo Antão, Manuel d’ Novas é considerado um filho do Mindelo, na ilha de São Vicente, onde, por todo o lado, vários indícios apontam para a sua influência ainda tão presente. Em causa, provavelmente, a intemporalidade das suas músicas, como explica Neu Lopes. “A sua técnica é quase cinematográfica. Ele consegue transcrever exactamente o que se passa - não só o que sente, mas também o que se passa - e transforma aquilo praticamente em imagens e em sons que a pessoa, quando está a ouvir a música, está a viver no presente momento o que está a acontecer. Muitas dessas músicas são intemporais porque aconteceu antes mas está a acontecer agora e já sabemos que poderá vir a acontecer outra vez.” Por outro lado, ao retratar a cabo-verdianidade, Manuel d´Novas acabou por moldar essa mesma identidade. “Ele abarcou praticamente todos os temas, todos os assuntos com que o cabo-verdiano se identifica. A saudade, a emigração, o desejo de ir mas terá que regressar - para regressar tem de ir, como diz aquela morna - o amor, o amor à pátria, a nossa vivência mesmo. Depois, nas coladeiras sobretudo, ele mostra as nossas paródias, a nossa vivência, o nosso humor, a crítica social. Ele vai para a parte social, vai para a parte política (...) O Manuel d’Novas tem uma obra que é histórica”, sublinha Neu Lopes. O compositor escrevia em terra e no mar, aproveitando todos os espaços para absorver e criar. “Há pessoas que diziam que Manuel d’Novas é um profeta porque profetizava coisas e falava de assuntos que iam acontecer porque ele tem uma análise que vem das nossas raízes, foi um homem muito viajado, passou por muitos portos, conviveu com várias pessoas de todos os cantos do mundo praticamente. E outra coisa: ele praticamente esteve preso, o mar era praticamente como uma prisão. Quando passas meses e não tocas em portos, ou tocas num e não entras, é como uma prisão. Mas é uma prisão que ele soube aproveitar para a sua criatividade”, acrescenta o filho. A isso soma-se “aquele sentimento de saudade, de querer voltar à terra, de querer colaborar com alguma coisa mesmo estando fora”. Por isso, aproveitava ainda mais quando estava em terra firme. O documentário “Manuel d´Novas – Coração de Poeta” venceu os prémios “Melhor longa documental” e “Revelação Nacional” no Plateau – Festival Internacional de Cinema da Praia, em 2020. Neu Lopes é também um dos fundadores da Osga Filmes, uma associação fundada em 2015 que tem produzido vários filmes.
    4/26/2022
    9:59
  • Liberdade e resistência com Elfi Turpin e Filipa Oliveira na Bienal de Coimbra
    “Meia-noite” é o título que a dupla de curadoras luso-francesa Filipa Oliveira e Elfi Turpin deu à presente edição de Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra. Inspirada na noite, a proposta das curadoras é promover questões. Pensada numa perspectiva feminista que questiona e convoca olhares de diferentes latitudes e gerações, esta edição da Bienal é um dos momentos altos da Temporada Cruzada Portugal-França. “Pretendemos libertar-nos das narrativas e do dualismo normativo do pensamento moderno que fracturam a sociedade contemporânea e geram uma imbricação de discriminações – como o racismo, o classicismo, o sexismo, o idadismo, o capacitismo, para referir apenas algumas - , através da utilização de metodologias que nos ajudam a experimentar formas criativas, inesperadas e marginais de produção de conhecimento”, podemos ler no texto de apresentação da Bienal assinado pelas curadoras. A RFI esteve em Coimbra e percorreu os diferentes espaços da Bienal numa visita guiada conduzida pelas curadoras. Como foi delineado o conceito de “Meia-noite”, os modos de existência e de relação, a liberdade e a política na arte e na curadoria são alguns dos temas abordados na entrevista com Filipa Oliveira e Elfi Turpin. Anozero’21-22 Bienal de Coimbra “Meia-Noite” pode ser visitada até 26 de Junho. https://21-22.anozero-bienaldecoimbra.pt/ Confira aqui algumas das obras expostas:
    4/22/2022
    12:23
  • Gabriela Mendes: A “tradição” ainda é o que era
    A cantora cabo-verdiana Gabriela Mendes está a preparar novo disco e promete manter-se fiel à essência da música tradicional do seu país. Gabriela Mendes defende que é a sua “missão” proteger e transmitir esse legado que aponta como “a riqueza” de Cabo Verde. A RFI conversou com a cantora no Mindelo, a sua terra, de onde nunca quis sair para ficar mais perto das raízes e da inspiração. Gabriela Mendes está a preparar o seu quarto álbum e adianta que “vai ser um disco de música tradicional mas com inovações”. “A Gabriela de hoje não é a mesma dos anos passados. Tenho mais maturidade, sinto a música de uma forma diferente. Tudo isso vai-se sentir na escolha dos temas e nos arranjos. Acredito que haverá pequenas fusões porque também gosto disso. Vai ser diferente, de certeza, do que já fiz até agora”, conta. “Vai ser tradicional, a morna, coladeira, que é onde eu me sinto melhor, mas bem diferente de quando a gente se encontrou em Paris, quando fiz Tradição”, acrescenta, lembrando que a capital francesa “é um dos sítios mais abertos à música de Cabo Verde” e que “o público francês é muito caloroso e muito receptivo”. Foi em 2007 que a cantora gravou, em Paris, o disco de estreia, “Tradição”, em que revisitou compositores como Manuel d’Novas, Vasco Martins, Tcheka ou Amândio Cabral e retomou os ritmos do património musical de Cabo Verde, hoje património mundial graças à morna. Seguiram-se “Um Renovo Musical”, gravado nos Estados Unidos, “Talking Drums”, gravado na Suíça, e, este ano, o novo disco vai ser gravado num estúdio no Mindelo. “É a primeira vez que eu vou gravar na minha terra, com as pessoas que eu costumo trabalhar. Acho que vai ser ainda melhor porque já não temos que nos deslocar e estar num ambiente diferente. A motivação e a inspiração vão estar lá 100%. A música, o clima, o ambiente, tudo isso vai afectar, de certeza, o disco”, explica. Gabriela Mendes nasceu em 1973, no Mindelo, na ilha de São Vicente, a terra de Cesária Évora, e acabou por ir ficando sempre nessa terra, apesar das oportunidades lá fora. “Eu gosto de estar perto das minhas raízes. Sinto-me bem cá e nunca senti necessidade de ter que viver no estrangeiro. Claro que se eu tivesse feito isso, talvez a minha carreira se tivesse posicionado de uma forma diferente, não sei, mas eu gosto de viver cá, é a minha casa. E gosto de sair de cá e ir para fora fazer concertos, passar momentos, mas não seria feliz vivendo fora de Cabo Verde”, admite, terminando a frase com um enorme sorriso. Ainda que “o sonho de todo o artista é dedicar-se 100% à sua arte”, no Mindelo, “quase ninguém consegue viver só da música” e a cantora também trabalha na área do turismo. No entanto, a música está sempre presente. “A música é o nosso quotidiano, é a nossa forma de estar, de ver o mundo, de sentir as coisas. Aqui vivemos em ilhas, a gente tem uma limitação e há sempre essa necessidade de se exprimir, por isso há muita música aqui. A melhor forma que o cabo-verdiano encontrou é através da música. A música está em todo o lado, em festas familiares, em convívios de amigos, a nossa música retrata a nossa vida, a nossa vivência, a nossa história”, descreve. O Mindelo é um viveiro de músicos e, desde criança, ela aprendeu as melodias tradicionais das mornas, funanás e coladeiras na rádio e nas festas locais. Depois, entrou na Escola Salesiana - de onde saíram nomes como Tito Paris, Paulino Vieira ou Bau - e tornou-se na solista do grupo coral. No final dos anos 90, encorajada por Bau, Voginha e Bius, Gabriela Mendes começou a dar concertos em bares e hotéis do Mindelo. O primeiro disco, “Tradição”, surge em 2007, em Paris, graças também ao músico Bau, que foi durante anos o chefe de orquestra de Cesária Évora. “Eu cresci ouvindo muita rádio. Eu sou de 73 e, nessa época, ouvia-se música tradicional essencialmente, mornas, coladeiras, galope, a Cesária, a Titina, a Betina Lopes, o Bana, a Celina Pereira. Toda essa gente é a minha referência em termos de canto e, depois, tive a oportunidade de trabalhar com músicos como o Bau, o Voginha, o Tey, convivi com o Manuel d’Novas, o Dani Mariano, o Jack Monteiro… Eu bebi dessa fonte, sinto-me mesmo honrada e privilegiada e esse é um dos motivos porque decidi ficar aqui: perto da minha fonte para continuar a alimentar-me.” Gabriela Mendes é uma defensora acérrima da música tradicional cabo-verdiana e teme as consequências do desinteresse da juventude por esta música. “Os jovens estão mais interessados pela música moderna e há um perigo que a nossa música possa perder-se no tempo, a nossa identidade, porque também somos um povo de muita mistura. Se isso vier a acontecer seria muito triste porque depois vamos querer recuperar e talvez já seja muito tarde porque muitos dos nossos grandes músicos, compositores, trovadores vão desaparecendo e se não há uma nova geração que retoma isso de forma consciente e forte há, sem dúvida, uma possibilidade de perda de identidade na nossa música.” Por isso, a cantora atribuiu-se como “missão” defender esse legado: “Sinto essa necessidade de dar a minha contribuição porque seria triste perdermos o que temos que é tão forte, que nos identifica, que é a nossa riqueza." Oiça aqui a entrevista:
    4/21/2022
    13:28
  • “Eu não faço sandálias, faço poesia”
    Desenhar, cortar, colar, criar. Poderiam ser gestos mecânicos, mas não para um artesão cabo-verdiano. Beto Diogo diz que não faz sandálias, faz poesia. Cada sandália é um modelo único e deve ser tratado como tal. É a tal “alma da coisa”. A RFI esteve à conversa com este artesão no Mindelo, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde. “Isto é parte da alma da coisa. Como costumo dizer: é como acariciar uma mulher, é como dar um carinho a uma mulher. Eu não gosto que batam nas obras, tem que se usar mesmo as mãos e isso para mim é dar carinho à peça. Eu gosto de ver as minhas peças bem tratadas e não gosto de vender a qualquer pessoa”, começa por explicar Beto Diogo. As suas peças são as sandálias e, nas suas mãos, são consideradas obras únicas que devem ser tratadas como tal.   É a tal “alma da coisa”. Não basta desenhar, cortar, colar. É preciso criar. Com afecto e dedicação. Beto Diogo diz que não faz sandálias, faz poesia. O artesão poeta defende que o seu dom é mesmo moldar a sandália que vai encaixar perfeitamente em cada um. Beto Diogo é artesão profissional desde 2011. Começou em São Vicente, mudou-se para Santiago, mas continua a palmilhar as diferentes ilhas para vender sandálias e ensinar a sua arte porque é também artesão formador e tem um atelier móvel. “A ideia do atelier móvel é levar a arte às localidades porque há muitos jovens que não têm condições para se deslocarem aos centros de formação profissional e nós é que vamos ter com os jovens nas comunidades. Já fizemos na ilha do Fogo, na Brava, em Santiago, São Vicente e vamos também para Santo Antão”, conta o artesão, acrescentando que muitos dos seus formandos vivem hoje desta arte. Beto Diogo aprendeu o ofício “por curiosidade” e descobriu o seu “dom”. Em 2013, conseguiu fazer a sua carteira profissional. “Eu nasci com o dom, consegui criar uma pedagogia e hoje eu ensino e transmito.” Num mundo dominado pelas novas tecnologias e produtos realizados em grande escala, aqui, no atelier móvel do Beto, “é tudo feito à mão”, “com contrastes diferentes para mostrar a dinâmica do valor do artesanato porque de forma industrial já há muitos por aqui”. Ou seja, cada sandália é mesmo única: “É peça única. Como eu costumo dizer: Eu não faço sandálias, faço poesia. Em cada sandália eu aplico uma coisa, uma vivência e transmito-o de forma artesanal. É uma coisa que você não pode ler, mas você pode olhar”, descreve. Beto Diogo também fez investigação sobre as sandálias albercas em Cabo Verde e percorreu as várias ilhas à procura da origem dessas sandálias. As albercas são a sua inspiração e hoje reinterpreta-as numa linhagem mais contemporânea. Oiça aqui a conversa.
    4/20/2022
    7:59

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