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  • Um pulo em Paris - Dono da Saint Laurent e da Gucci, grupo Kering abandona totalmente uso de peles de animais em suas coleções
    O grupo Kering, um dos principais nomes do setor do luxo mundial, anunciou nesta sexta-feira (24) que todas suas marcas deixarão de usar peles de animais em seus produtos. A decisão segue na esteira de outras grifes do mercado que, diante dos protestos cada vez mais frequentes, abandonaram essa prática. Porém, algumas empresas mantém a tradição, visando principalmente a clientela chinesa. Kering é proprietário de marcas emblemáticas, como a francesa Balenciaga, a italiana Gucci ou ainda a britânica Alexander McQueen. Boa parte de suas grifes já haviam abandonado o uso de pelos nos últimos anos. Mas a francesa Saint Laurent e a italiana Brioni mantinham a tradição dos casacos e acessórios confeccionados com peles de animais.  Saint Laurent chegou a ser alvo de um protesto em março passado, quando militantes do grupo PETA se reuniram diante de uma de suas lojas parisienses. Os militantes reagiam a uma campanha publicitária na qual a modelo Kate Moss aparecia vestindo um casaco feito com pele de raposa.  Mas isso faz parte do passado e, a partir de agora, segundo a direção da Kering, nenhuma marca do grupo usará peles em seus produtos."Consideramos que matar animais que não vão ser comidos estritamente para usar suas peles não corresponde ao luxo moderno, que deve ser ético, de acordo com seu tempo e com os debates sociais", disse a diretora de desenvolvimento durável do grupo, Marie-Claire Daveu.  Kering segue o exemplo de marcas concorrentes do grupo, como Chanel, Jean-Paul Gaultier, Armani, Versace, Prada ou Burberry, que já haviam abandonado o uso de peles de animais. Algumas lojas de departamentos, como a Macy’s, nos Estados Unidos, também pararam de vender peles desde o início deste ano.  A maior parte das peles consumidas pela moda atualmente são produzidas em cativeiro e essa prática suscita críticas virulentas, principalmente dos consumidores mais jovens. Uma pesquisa recente aponta que 77% dos franceses são favoráveis ao fechamento total das fazendas de criação de animais exclusivamente para consumo de suas peles. No entanto, roupas e acessórios confeccionados com peles de animais continuam sendo muito procurados na China, país que concentra um dos principais mercados para o setor do luxo.  Hipocrisia?  A decisão do grupo foi saudada por parte das associações de defesa dos animais, como o grupo PETA, que afirmou que a notícia é uma “vitória”. Já a federação dos profissionais do setor de peles na França acusou Kering de “hipocrisia”, lembrando que o grupo vai continuar usando outros materiais de origem animal, como couro e lã, e que a abolição das peles, anunciada em plena temporada de desfiles do das coleções de prêt-à-porter primavera-verão 2022 é acima de tudo simbólica.  A fundação da atriz francesa Brigitte Bardot, militante fervorosa da causa, pediu que o grupo LVMH, número um mundial do luxo e concorrente direto do Kering siga o exemplo. O líder do setor sempre disse que cada uma de suas maisons é livre para escolher sua posição sobre o assunto.  LVMH é dono de marcas como Dior, Louis Vuitton e Givenchy, mas também Fendi e Stella McCartney, que têm posições opostas sobre o tema. Enquanto a grife da filha de Paul McCartney é defensora de uma moda vegana, a tradicional marca italiana construiu toda sua imagem na reputação de seus casacos de peles.
    9/24/2021
    5:17
  • Um pulo em Paris - TGV: Trem de alta velocidade francês completa 40 anos e se reinventa em modelo mais ecológico
    O trem de alta velocidade francês, conhecido pelas iniciais TGV, completa 40 anos neste mês de setembro, com 3 bilhões de passageiros transportados em quatro décadas. A companhia ferroviária SNCF aproveitou a data comemorativa para apresentar ao público, nesta sexta-feira (17), uma maquete em tamanho real do "TGV M", como vai se chamar a versão modernizada do trem-bala que entrará em circulação em 2024. O TGV começou a circular na França em 22 de setembro de 1981, quando a primeira linha entre Paris e Lyon (a 422 km da capital) foi inaugurada pelo então presidente socialista François Mitterrand. A companhia ferroviária SNCF decidiu antecipar o aniversário em alguns dias para exibir a maquete do "TGV M" durante a Jornada do Patrimônio, o evento cultural previsto neste fim de semana, no qual os franceses visitam os monumentos históricos do país durante dois dias de portas abertas. Afinal, o trem-bala faz parte do patrimônio nacional.  A maquete do "TGV M", de cor branca, foi inaugurada nesta manhã pelo presidente Emmanuel Macron na Gare de Lyon, em Paris. Num breve discurso, Macron lembrou que o trem de alta velocidade representa "um orgulho industrial para o país, histórico e também humano". Os ferroviários vibram com cada avanço de tecnologia conquistado pela SNCF. As principais novidades do "TGV M" são uma capacidade maior de passageiros, mais conforto interno, um custo de produção menor – 20% mais barato para venda – e melhorias de aerodinâmica que farão a nova locomotiva economizar 20% de energia. A velocidade não irá mudar em relação às máquinas mais recentes, que circulam a 320 km/hora. Quarta rede de alta velocidade do mundo Atualmente, a França tem a quarta maior rede ferroviária de alta velocidade do mundo, totalizando 2.700 km. Mas fica atrás da China, da Espanha e do Japão, que desenvolveram muito esse setor nos últimos anos. O trem rápido serve dezenas de cidades, em todas as regiões francesas, e vai também ao exterior, até Barcelona, Frankfurt, Bruxelas e Genebra, entre outras localidades.  A primeira linha do TGV, entre Paris e Lyon, era feita por um trem-bala cor de laranja, com um bico estranho e pontudo que lembra demais as máscaras do tipo PFF2 (ou N95) usadas contra a Covid-19. O engenheiro que concebeu o design disse que o modelo era inspirado num Porsche da mesma cor. Na época, a viagem de carro da capital até a cidade do sudeste da França levava mais 6 horas pela rodovia. O primeiro trem rápido reduziu esse tempo para 2h40. Hoje, o TGV faz esse trajeto em 1h49.  Em 2007, o trem-bala francês bateu o recorde mundial de velocidade, 574,8 km/h, durante testes da nova ferrovia entre Paris e Estrasburgo, no leste. Até hoje, esse momento é relembrado como uma proeza pelos técnicos e engenheiros da companhia. Muitos vivem a profissão como uma paixão que se transmite de pai para filho.  O trem é um transporte extremamente popular entre os franceses, algo que faz parte do cotidiano das pessoas. Eles dão preferência ao avião para trajetos realmente distantes. Viajar de Paris para Marselha, a 775 km da capital, em 3 horas de trem rápido é muito mais confortável do que 9 horas dirigindo um carro ou enfrentar o ritual de espera e controles nos aeroportos. O trem é um meio de transporte acessível, prático, chega até o centro das cidades e também é mais ecológico.  Em 40 anos de existência do trem de alta velocidade, muita gente mudou das grandes cidades para morar a 200 ou 300 km do local de trabalho, com a possibilidade de usar diariamente esse transporte de qualidade. Existem franceses que pegam o TGV todos os dias para trabalhar. Com a pandemia e a possibilidade de fazer dois ou mais dias de trabalho remoto por semana, muitas famílias trocaram as grandes cidades por uma casa mais próxima da natureza e a garantia do transporte rápido da SNCF nos dias de trabalho presencial. Preços acessíveis Há alguns anos, a companhia criou uma gama de TGVs a preços baixos chamada Ouigo. É possível comprar um bilhete Paris-Marselha por apenas € 16, cerca de R$ 100, dependendo do tempo de antecedência da reserva e do horário escolhido. Nos horários de maior procura, as passagens são mais caras, mas a política da empresa é tornar o trem rápido um transporte acessível para todos os bolsos. Durante o ano de 2020, o tráfego de trens caiu à metade por causa da pandemia. Foi um momento difícil para a SNCF, que sofreu um prejuízo de € 4,8 bilhões só com a perda de faturamento das linhas de alta velocidade. Mas o Estado francês, que detém o capital da empresa, absorveu a dívida e ainda reinveste. Especialistas dizem que sem subvenção pública, é difícil manter um setor ferroviário de qualidade. Por isso, o trem de alta velocidade continua sendo uma realidade de países ricos.  A SNCF vem se modernizando, enxugando custos e vai enfrentar concorrência externa a partir deste ano. A italiana Thello (Trenitalia) diz que vai explorar a linha entre Paris-Lyon-Milão "antes do final do ano". A espanhola Renfe também se prepara para operar no território francês. Outras empresas estão de olho no mercado. Com o apego dos franceses pelo transporte ferroviário, há espaço para a concorrência.
    9/17/2021
    5:11
  • Um pulo em Paris - Aprovação de moção sobre Amazônia gera aplausos em Congresso na França
    ONGs francesas comemoram nesta sexta-feira (10) a aprovação por unanimidade da moção que pedia a proteção de 80% da bacia amazônica até 2025 no congresso da União Internacional para a Conservação da Natureza, realizado em Marselha. Os participantes aplaudiram a decisão quando o resultado foi anunciado. O texto pede aos Estados-membros da organização que se comprometam a "proteger, conservar e administrar de forma sustentável pelo menos 80% da Amazônia até 2025, em colaboração com os povos nativos e reconhecendo as lideranças indígenas, que devem dar seu consentimento prévio e livremente informado" sobre atividades em suas terras. Foi a primeira vez que os indígenas participaram em condição especial neste congresso, com direito a se pronunciar oficialmente, mas sem direito a voto. Além do Brasil, oito países e territórios compartilham a bacia amazônica, considerada uma das áreas do planeta com maior biodiversidade. A moção pede aos "Estados e agências governamentais" desses países que "reconheçam plenamente e delimitem todas as terras e territórios ancestrais pertencentes aos povos indígenas". A resolução lembra ainda que, em 2020, a Amazônia perdeu pelo menos 2,3 milhões de hectares, devido ao desmatamento, "o que significa um aumento de 17% em relação a 2019". O governo francês, que sedia a UICN, está determinado a acabar com o chamado desmatamento importado – quando a compra de produtos agrícolas por um país gera devastação no país produtor e exportador, o que acontece com o plantio de soja e atividade pecuária em áreas antes ocupadas pela floresta. As resoluções adotadas pelos 160 países participantes do congresso vão inspirar a Conferência da ONU sobre a Biodiversidade, que foi adiada por causa da pandemia, mas está prevista para contecer em abril de 2022 na China. Controle rígido da exploração de minério O Comitê Francês da UICN celebrou também a aprovação de uma moção que recomenda o controle rígido da exploração de minério. A proposta incentiva a indústria a funcionar numa lógica muito mais circular, reciclando materiais que já foram extraídos do solo para atender a demanda, em vez de abrir novas minas, que geralmente ficam localizadas em países pobres e em áreas intocadas. O garimpo e a extração de minério na região norte do Brasil constituem o exemplo típico de atividade que acaba gerando invasão de terras, expulsão de população nativa e degradação do solo.  Os participantes adotaram por ampla maioria uma moção para "fortalecer a proteção dos mamíferos marinhos por meio da cooperação regional", prevendo a criação de "zonas de proteção reforçadas" e proibição da pesca em períodos de reprodução das espécies. Esse texto propõe a redução da velocidade dos navios para não degradar ainda mais o ecossistema marinho. As resoluções da União Internacional para a Conservação da Natureza, que reúne 1.400 membros, entre Estados, agências governamentais, ONGs e empresas, não geram nenhuma obrigação legal aos países, mas têm um impacto político, porque costumam orientar as políticas ambientais adotadas por seus membros. Constrangimento para Bolsonaro A unanimidade na aprovação da moção de proteção da Amazônia cria mais um constrangimento para o governo do presidente Jair Bolsonaro, que mente sobre ações de combate ao desmatamento e não respeita os compromissos ambientais assumidos pelo país no passado. O governo brasileiro enviou ao evento apenas um diplomata da embaixada na capital francesa. Havia quase 30 moções consideradas urgentes em análise no congresso. Entre elas, o uso de biologia sintética; uma moção sobre o aumento do risco de propagação da zoonose, devido à perda de biodiversidade; duas moções relacionadas com as negociações internacionais para estabelecer um novo marco mundial para a proteção da natureza; mudança climática; e uma moção a favor de uma "moratória sobre a mineração no fundo do mar".
    9/10/2021
    6:44
  • Um pulo em Paris - Franceses se preparam para julgamento histórico dos atentados de 13 de novembro em Paris
    Os franceses aguardam com grande expectativa o início do julgamento dos envolvidos nos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 em Paris. A partir de quarta-feira, 8 de setembro, 20 acusados que tiveram participação direta ou indireta na série de ataques coordenados contra o portão D do estádio de futebol Stade de France, em Saint-Denis, cafés e restaurantes de dois bairros da capital e a sala de espetáculos Bataclan serão julgados no Palácio da Justiça de Paris. A França se prepara para reviver momentos dolorosos e de uma violência considerada até hoje indescritível. Os atentados mais sangrentos da história do país, executados por dez terroristas, nove deles suicidas, deixaram 130 mortos e mais de 400 feridos naquela trágica noite de sexta-feira do outono de 2015. Posteriormente, mais uma vítima veio se somar à lista de mortos: um sobrevivente do Bataclan de 31 anos, que se suicidou em 2017 atormentado por pesadelos com o massacre ocorrido durante o show da banda de rock americana Eagles of Death Metal. O julgamento será uma forma de levar algum consolo aos familiares das vítimas e a toda a nação. A maioria dos terroristas tinha vinte e poucos anos. Eles foram criados na França e na Bélgica e tinham retornado de campos de treinamento do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, que reivindicou a série de ataques. Do total de 20 acusados, 14 estarão presentes no tribunal – 11 deles estão presos e três vão responder em liberdade. Seis são considerados mortos, mas terão julgamento póstumo.  O único membro ainda vivo da gangue de dez terroristas implicados diretamente nos ataques é o francês Salah Abdeslam, de 31 anos. Ele fazia parte do grupo que atirou contra as mesinhas de calçada de cafés e restaurantes no 10° e 11° distritos da capital. Sem nunca ter explicado a razão, ele abandonou o cinturão de explosivos depois do tiroteio e fugiu na mesma noite para a Bélgica. Abdeslam já cumpre pena de 20 anos de prisão na Bélgica por ter atirado contra policiais e ainda deve ser julgado no ano que vem por envolvimento no atentado do aeroporto de Bruxelas, em março de 2016. Nos interrogatórios, ele sempre se mantém calado, sem explicar suas motivações. Outro acusado que estará presente no julgamento em Paris é o belga-marroquino Mohamed Abrini, de 36 anos, que acompanhou os suicidas de carro até a capital francesa e participou do fornecimento de armas e explosivos. A maioria dos réus atuou na logística dos ataques. Já o belga-marroquino Oussama Atar, nascido em 1984, considerado pelos juízes franceses como o mandante, o cérebro da ação terrorista, será julgado em caráter póstumo. Ele teria morrido num bombardeio da coalizão ocidental há quatro anos na região sírio-iraquiana. Atar era um jihadista veterano do núcleo de inteligência do EI. Nas mesmas condições, será julgado um indivíduo misterioso e desconhecido das autoridades francesas, chamado Obeida Aref Dibo. Ele teria morrido na Síria e seria o responsável pelo treinamento dos suicidas.    Palácio de Justiça foi adaptado para receber 2 mil pessoas As ruas adjacentes ao Palácio de Justiça de Paris, que fica perto da catedral de Notre Dame, ficarão fechadas para carros, com acesso exclusivo para pessoas credenciadas. Para entrar no tribunal, todos serão revistados. A sala principal, com capacidade para 550 pessoas, foi construída e equipada especialmente para a ocasião. Mas além desta sala onde os acusados estarão num recinto de alta proteção, outras dez salas vão acolher até 2 mil pessoas – familiares das vítimas que entraram com processos na Justiça, a imprensa, assistentes dos advogados de defesa e do Ministério Público. Os números relacionados ao processo são impressionantes: mais de 330 advogados, 141 veículos de imprensa credenciados, sendo 58 estrangeiros, 140 dias de audiências. As sessões vão acontecer semanalmente das terças às sextas-feiras e serão filmadas para ficar na história, nos arquivos nacionais, mas nenhuma imagem poderá ser vazada, sob pena de multa e condenação à prisão. O julgamento deve durar entre oito e nove meses. Cinco juízes irão compor a banca que pronunciará as condenações. Atualmente, a previsão é de que o veredito seja divulgado no fim de maio de 2022. O presidente dessa corte especial, o juiz Jean-Louis Périès, de 65 anos, tem quarenta anos de experiência. Ele se prepara para essa maratona, considerada como uma prova emocional por colegas da magistratura, há um ano e meio, tempo em que analisou os 542 tomos de documentos anexados ao processo. Ele será assessorado por duas presidentes mulheres, as juízas Frédérique Aline e Xavière Siméoni, esta última conhecida por ter enviado o ex-presidente Jacques Chirac a julgamento quando atuava como juíza de instrução. Em dezembro do ano passado, o tribunal do júri de Paris divulgou sentenças contra 14 réus julgados pelos ataques contra o jornal satírico Charlie Hebdo e um supermercado judaico em janeiro de 2015. Recentemente a rede terrorista Al Qaeda, implicada nos atentados de janeiro, fez novas ameaças à França. Por mais duro que seja recordar momentos dolorosos, os franceses fazem questão que nenhum implicado permaneça impune. O julgamento será uma ocasião para encerrar o luto e renovar a confiança na Justiça do país, assim como nos valores da sociedade francesa.
    9/3/2021
    6:23
  • Um pulo em Paris - Passaporte sanitário salvou a temporada turística de verão na França
    As férias de verão terminam neste fim de semana na França e já se constata que mesmo com a propagação da variante Delta, o passaporte sanitário salvou a temporada. Os números sob controle da quarta onda de Covid-19, pelo menos na França metropolitana, e o sucesso da temporada para o setor do turismo estão comprovados. Mesmo com a chegada de milhares de estrangeiros nos meses de julho e agosto, principalmente europeus, o número de internações por Covid-19 nas UTIs francesas se mantém em torno de 2.200 pacientes, sendo que 80% dos casos graves são de pessoas não vacinadas. Dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Ministério da Saúde apontam que de 9 a 15 de agosto, apenas 13% das hospitalizações foram de pessoas que tinham tomado as duas doses da vacina. A cobrança do passaporte sanitário, que pode ser um teste negativo de Covid-19 ou o comprovante de vacinação completa, foi fundamental para segurar a quarta onda, segundo médicos e autoridades. Em lugares com forte concentração de turistas, os prefeitos mantiveram o uso de máscara obrigatório em locais abertos – só na praia o acessório foi liberado –, e os resultados positivos são incontestáveis. O setor do turismo já fala em "temporada histórica". A única cidade que ainda está em situação complicada é Paris, porque depende mais da clientela asiática e americana, que ainda não voltou. Atualmente, 71,4% da população tomou a primeira dose e 63,4% está com a imunização completa. Médicos intensivistas dizem que a maioria dos pacientes na UTI com Covid-19 são não vacinados com mais de 60 anos. Jovens não imunizados que contraem a variante Delta também vão parar no hospital, alguns desenvolvem a Covid-19 crônica, mas morrem menos que os idosos. O ministro da Saúde, Olivier Verán, garante que a quarta onda é essencialmente de pessoas não vacinadas. Apesar dos protestos dos antivacinas, do debate sobre a liberdade de se vacinar ou não, os comerciantes logo se deram conta que os vacinados querem, sim, controle na entrada do shopping, do restaurante, no bar, mesmo se for para tomar uma cerveja na mesinha na calçada. Alguns empresários que tinham medo da perda de faturamento com a exigência do passaporte de saúde viram rapidamente que seria o contrário: sem o comprovante, talvez não houvesse tantos clientes, franceses e europeus. As pessoas querem estar na rua e frequentar os lugares em segurança, depois de passar tantos meses de restrições. Início do ano letivo Na avaliação do governo, o começo do ano letivo, na semana que vem, pode provocar um aumento de contaminações. Por isso, o Ministério da Saúde promete manter uma campanha constante de testes nas escolas, durante todo o outono e o inverno, época do ano propícia à propagação das infecções virais e respiratórias. As autoridades focam principalmente as escolas frequentadas pelos menores de 12 anos, que não tiveram a vacina liberada.  Durante o verão, a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos avançou: cerca de 60% estão imunizados e o Ministério da Educação promete vacinar os 40% restantes nos estabelecimentos, com a ajuda de equipes móveis. Caso apareça um caso positivo de Covid-19 numa classe, os alunos não vacinados terão de se isolar por sete dias em casa e acompanhar o ensino à distância. Os vacinados continuarão nas aulas presenciais.  Esse protocolo desagrada a muitos pais e professores, mas é uma forma de reforçar a estratégia do governo de que a vacinação é a melhor solução para combater a pandemia, e convencer o maior número de pais a vacinar os filhos com mais de 12 anos.  Nas universidades será o mesmo esquema das escolas, e o uso de máscara obrigatório em todos os recintos fechados, da escola elementar até as classes de doutorado. Comprovante de vacinação em empresas   A partir de segunda-feira, 30 de agosto, o passe será cobrado em alguns setores que acolhem público. É o caso de restaurantes, hotéis, bares, cinemas, teatros, museus e nos transportes. No comércio, por enquanto, só na entrada de shoppings centers é preciso apresentar o passaporte sanitário. Em escritórios não é obrigatório. Mas algumas empresas que não são atingidas por essa medida decidiram se antecipar e forçar a mão para os funcionários se vacinarem. É o que tem ocorrido na Galeries Lafayette, por exemplo, a famosa loja de departamentos de Paris, que decidiu exigir a apresentação do documento. Para entrar no local, já existem duas filas: uma de acesso rápido para os colaboradores vacinados e uma segunda para não imunizados. Os sindicatos de trabalhadores do grupo contestam a diretriz do grupo e convocaram uma greve na loja, na próxima segunda-feira. Os não vacinados temem demissões.
    8/28/2021
    10:22

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