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  • RFI Convida - “Crise agravada pela pandemia é nosso grande adversário”, diz novo presidente de Cabo Verde
    Mesmo se os resultados definitivos ainda não foram publicados, a apuração aponta a clara vitória nas eleições presidenciais do candidato da esquerda tradicional, José Maria Neves, já no primeiro turno, com mais de 51% dos votos. No entanto, o novo chefe de Estado vai ter que coabitar com um primeiro-ministro de centro direita e administrar um país que ainda tenta se recuperar do impacto da pandemia em sua economia. Em entrevista exclusiva à RFI, Neves fala dos desafios que tem pela frente.  Os resultados ainda deverão ser validados pela comissão eleitoral e, cinco dias depois, o novo presidente assume o cargo. Porém, o chefe de Estado eleito já sabe quais serão suas prioridades. “O nosso grande adversário é a crise que se agravou agora com a pandemia e temos de trabalhar de mãos dadas”, resume Neves. Se o novo presidente fala da Covid-19 antes mesmo de assumir o cargo é porque a crise sanitária transformou a economia do país. Apesar da relativa estabilidade política, o Cabo Verde é extremamente dependente do turismo, que representa 25% de seu Produto Interno Bruto. E a Covid-19 acabou estremecendo as finanças cabo-verdianas.  Em 2020, após anos de crescimento (5,7% e 2019 e 4,5% em 2018), Cabo Verde registrou uma queda no número de visitantes, seguida de uma recessão histórica, na casa dos 14%. A maioria dos hotéis fecharam suas portas e muitos cabo-verdianos, que atuavam no setor, perderam seus empregos.  O presidente eleito também fala de mãos dadas pois sabe que terá que administrar um país cujo executivo é controlado pelo primeiro-ministro de centro direita, Ulisses Correia e Silva. “Serei um presidente que irá costurar pontes, entendimentos, consensos ao nível do país para unir a nação global cabo-verdiana”, disse Neves. “Eu quero ser um fator positivo e pretendo, sobretudo, puxar o país para cima. A estabilidade é um recurso estratégico”. Ouça a entrevista completa clicando acima.
    10/18/2021
    7:04
  • RFI Convida - Startup brasileira ganha prêmio da Unesco por projeto que ensina mulheres a programar
    Neste ano, o prêmio da Unesco pela educação de meninas e mulheres será concedido a uma startup social brasileira. A Reprograma, de São Paulo, receberá US$ 50 mil por seu projeto de ensino de programação para mulheres e sua inserção no mercado de tecnologia. "Nosso objetivo é trazer mais diversidade para a área de tecnologia brasileira", explica Mariel Reyes Milk, diretora da empresa. O projeto "Reprogramar o setor de tecnologia do Brasil" começou em 2016, em São Paulo, com aulas gratuitas para ensinar a programação a meninas e mulheres de baixa renda, com atenção particular à população negra e transgênero. O objetivo final é trazer mais diversidade para esse setor: as mulheres são apenas 13% dos alunos em cursos de ciências da computação e quase metade delas acaba desistindo. “Esse é um desafio no Brasil e no mundo inteiro. A sociedade fala para essas meninas, desde muito pequenas, que as ciências, a computação e outras áreas de tecnologia não são para elas. A solução para isso é mudar a forma como as adolescentes percebem essas áreas", resume Reyes Milk. Em cinco anos, o projeto já beneficiou cerca de 10 mil mulheres em todo o Brasil, atendidas agora também por cursos online. O Reprograma ainda ajuda essas mulheres a encontrarem emprego na área. "Achamos empresas que estão interessadas em aumentar a diversidade de suas equipes, formamos essas mulheres ao longo de 18 semanas e apresentamos para essas empresas", conta Reyes Milk. “Nosso objetivo é fechar completamente esse ciclo. Além disso, muitas dessas mulheres que formamos estão agora voltando para a Reprograma como professoras, então estamos também aumentando o número de professoras”, diz. Prêmio dividido com Moçambique A cerimônia oficial de entrega do prêmio acontece nesta sexta-feira (15), de forma virtual por conta da pandemia.  Além da startup brasileira, também será premiado um projeto de Moçambique, Girl Move, que promove rodas de conversa e mentoria entre meninas.
    10/15/2021
    7:39
  • RFI Convida - Nos 40 anos da lei "Lang", simpósio em Paris debate regulação do preço do livro no Brasil
    Em entrevista à RFI, Livia Kalil, doutoranda no Instituto de Altos Estudos da América Latina (IHEAL/CREDA, em cotutela com a USP), detalha as motivações do seminário internacional sobre a lei do preço único do livro no Brasil. O simpósio “Por uma Lei da Bibliodiversidade” pretende pautar questões que envolvem não apenas a política de regulação do preço do livro, mas também a “cultura do livro”, mediando a concorrência desleal no setor, após o sucesso da lei Lang na França. Para ver a entrevista na íntegra clique na imagem acima A pesquisadora brasileira Livia Kalil organiza o simpósio de 13 a 15 de outubro ao lado da professora Marisa Midori Deaecto [Escola de Comunicação da USP] e parceiros como o Instituto de Estudos Avançados da USP e o Consulado da França em São Paulo, entre outros. Ela relata que a ideia surgiu no ano passado, para homenagear os 40 anos da lei Lang [referência ao sobrenome do ex-ministro da Cultura francês, Jack Lang] na França, um texto que foi aprovado por unanimidade pelo congresso francês em 1981 e que mobilizou massivamente a sociedade francesa, combatendo a concorrência desleal contra as livrarias. “Hoje sabemos que a lei Lang teve um balanço muito positivo na França”, avalia Kalil. “Os resultados foram muito expressivos ao longo desses 40 anos e hoje esse texto consegue não apenas regulamentar o preço dos livros, mas um dos objetivos principais dessa lei era manter um rede densa de livrarias em todo o território nacional, com livrarias independentes; apoiar o pluralismo editorial e a diversidade de publicações”, afirma a doutoranda. “Hoje a França possui cerca de 3.200 livrarias independentes e o acesso ao livro foi muito mais democratizado”, relata. A vitória francesa despertou o debate sobre o preço único do livro em todo o mundo. Portugal (1996), Grécia (1997), Áustria (2000), Argentina (2001), Coreia do Sul (2002), Países Baixos (2005), Itália (2005), México (2008), Japão (2008) e Bélgica (2019) adotaram a política de regulação. A importância de se regular preços nesse tipo de mercado é essencial, segundo Kalil: “as livrarias independentes não têm condições de fazer frente às práticas comerciais agressivas dessas grandes redes. Passou-se a querer criar uma lei de regulamentação do preço do livro a partir de meados dos anos 1970, quando surgiu a Fnac”, lembra. Brasil já tem PL para regular preço do livro O Brasil já tem um debate tramitando no senado neste sentido, o projeto de lei Política Nacional do Livro e Regulação de Preços (PL 49/2015), que deve ser compreendido como uma extensão da Lei do Livro de 2003. A pesquisadora argumenta que não há livre circulação do saber, ou seja, não se pode apoiar a ampla difusão do livro em um mercado no qual as estratégias de concorrência se colocam em condições desiguais.  “O projeto de lei de autoria da senadora Fátima Bezerra foi criado em 2015 e tramita desde então no Senado. Ele tem por objetivo e diretrizes fomentar o livro como um bem cultural muito importante. É importante lembrar que o livro não é um produto como os outros, é também algo muito afetivo para nossas sociedades”, diz. Governo Bolsonaro quer desrespeitar cláusula pétrea da Constituição para taxar livros No Brasil, no entanto, os obstáculos parecem grandes para esse tipo de regulação do mercado do livro, a começar pelo próprio ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, que quer começar a taxar o livro. “ A não taxação do livro [como bem cultural] até agora sempre foi assegurada pela Constituição Federal. Hoje o governo está pautando uma contribuição nova, uma reforma tributária que permitirá taxar o livro e o fim dessa isenção acarretaria um encarecimento por volta de 12% dos livros”, conclui Kalil. Clique aqui para acessar a página oficial do simpósio na França no Instagram.
    10/13/2021
    7:10
  • RFI Convida - “Contos Neuróticos” traz atriz brasileira radicada em Paris com direção de Christiane Tricerri em São Paulo
    O RFI Convida a atriz multimídia Viviane Fuentes, que estreia a peça teatral online “Contos Neuróticos” sob a direção de Christiane Tricerri, atriz e diretora do grupo Ornitorrinco em São Paulo. Misturando textos próprios, humor e 11 meses de trabalho intenso por videochamadas, as duas artistas falam sobre os desafios dessa criação que poderá ser conferida a partir de 15 de outubro. A peça fica em curta temporada até o dia 24 pela plataforma do Sympla. Clique no botão PLAY para ouvir a entrevista na íntegra A peça “Contos Neuróticos” tem textos da atriz Viviane Fuentes, escritos entre 2010 e 2020, extraídos de dezenas de crônicas, das quais duas foram selecionadas para o espetáculo: “Sogras são Colonizadoras” e “Na Cama com Edward Norton”. "Se eu falar que a peça é baseada em fatos reais, posso me comprometer", brinca Fuentes. "Na verdade, é sempre baseado em fatos, mas contornados pela ficção. A realidade como ela é, é sempre um pouco chata. A gente tem que confeccionar, costurar bem um texto, que tem que ter um ritmo para ser engraçado, emocionante. É claro que tem um pouco de mim nos dois textos, mas não é baseado 100% em fatos reais", explica. Para Christiane Tricerri, o trabalho de direção de interpretação à distância não causou problemas durante os ensaios. "Eu tenho uma meticulosidade para dirigir uma atriz, então nesse sentido a direção presencial ou à distância não muda muito. Eu dirijo uma atriz 'take a take', então nesse sentido foi tudo muito parecido com o presencial", conta. "O que eu não teria que fazer [na direção online] seria toda a movimentação e a postura em cena, é um trabalho corporal de cena. É um outro trabalho, completamente diferente. No palco você faz muito para conseguir o mínimo e no vídeo você faz o mínimo para conseguir muito", contrabalança.  Segundo Viviane Fuentes, os 11 meses de criação trouxeram um diferencial para o processo de criação à distância. "Foi um grande desafio porque o texto é meu. Eu sou a autora. E ali, era a atriz, não era a autora [em cena]. A Cris sempre falou, 'é bom para você porque o texto é seu, você pode se apropriar dele, foi você quem escreveu", lembra. "Mas chega um momento em que você tem que dissociar a atriz da autora, porque quando eu escrevi esses textos há 10 anos era outra coisa; [o desafio] foi separar a atriz da autora, para que uma não se metesse no trabalho da outra", afirma.  "Teatro presencial vai voltar com tudo" O formato de teatro online se tornou uma maneira de alguns artistas e grupos sobreviverem no Brasil. No entanto, Christiane Tricerri acredita que o teatro presencial voltará "com tudo" ao fim das restrições ligadas à pandemia. "Eu acredito que se esses espetáculos online no Brasil continuarem, eles vão se tornar cada vez mais espetáculos audiovisuais", considera a diretora. "Quase um espetáculo de vídeo mesmo, beirando mais o cinema. Porque em determinado momento a gente foi se adequando, e aí gravou, fez cortes, editou, então já passa a verdadeiramente ser um formato audiovisual", lembra. "Se isso vai permanecer ou não", diz Tricerri, "eu acredito que como todas as questões pós-pandêmicas, a gente só vai conseguir ter respostas durante alguns anos. Eu acho que o teatro presencial volta com tudo", analisa. Já Viviane Fuentes conta que atuar sem a presença do público foi uma "necessidade". É lógico que muda. Sem público, como ter a reação? Você está em cena, o público ri ou fica mudo, você tem uma interação. E nesse momento você sabe se continua a sua piadinha, o seu drama. Aqui [no teatro virtual] você está falando com as paredes, entre aspas. Você está falando com uma câmera. Claro que depois chega a Cris [Tricerri], a diretora, que é meu primeiro público", lembra Fuentes.
    10/12/2021
    7:14
  • RFI Convida - Cineasta americana que cresceu no Brasil promove filmes experimentais de mulheres em Paris
    Vivian Ostrovsky é cineasta e curadora de festivais de cinema experimental em todo o mundo. Para a segunda edição do Scratch Collection, um evento que acontece desde 5 de outubro, no cinema independente Luminor de Paris, ela escolheu exibir apenas filmes realizados por mulheres. O Scratch Collection destaca os filmes da coleção Light Cone, que reúne mais de seis mil obras e revela um panorama do cinema experimental mundial. A veterana Vivian Ostrovsky, uma das integrantes da Light Cone desde o início da coleção em 1982, foi escolhida como curadora desta segunda edição. A cineasta, que sempre militou pela promoção de filmes realizados por mulheres, escolheu 40 filmes, projetados em seis sessões semanais, até 18 de novembro. “Seis mil filmes é muita coisa. Para fazer a seleção, eu teria que ver os filmes antes. Pensei no passado, nos anos de 1974 a 1980, quando tinha uma distribuidora pequena não comercial de filmes realizados por mulheres. Na época, os distribuidores, que eram todos homens, não queriam tocar em filmes de mulher, declarando que não havia interesse do público para mostrar esses filmes”, lembra Vivian Ostrovsky. Ela constata que, até hoje, os filmes experimentais realizados por mulheres continuam invisíveis. “Por exemplo, o Centro Pompidou publicou um catálogo da coleção do Museu Nacional de Arte Moderna e em 50 cineastas colocaram apenas três mulheres: Germaine Dulac, dos anos 1920, da época do cinema mudo, Maya Deren, dos anos 1940, e Tacita Dean. Ainda há necessidade de batalhar”, revela a curadora. Entre as obras selecionadas, “Há Terra”, da brasileira Ana Vaz, realizada em 2016. Mas nenhum dos mais de 30 filmes realizados por Vivian Ostrovsky integram a programação. “Deus me livre!” Geração milenium A ideia era dar um panorama da história do cinema experimental dos anos 1940 até os dias de hoje para “redescobrir clássicos e, principalmente, conhecer as novas gerações, os ‘mileniums’”. O cinema experimental evoluiu, mais como é uma arte manual, feita de experiências, “tem jovens hoje que resolvem trabalhar em película e não em vídeo. Tem todos os movimentos possíveis (...) todas as técnicas diferentes de cinema”, detalha. As temáticas também são inúmeras e variadas. Vivian Ostrovsky nasceu nos Estados Unidos em 1945, mas cresceu no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro para onde os pais, judeus europeus, se mudaram em 1938 fugindo da guerra e do regime nazista. Vários de seus filmes fazem referência ao país e à cultura brasileira. "Eu fiquei encantada de ter o Brasil como meu primeiro lar porque era um país muito caloroso, humano, e no Rio de Janeiro, a carioquice, o humor. Tudo isso deixou uma espécie de camada em mim", diz. A cineasta diz que como todo o setor cinematográfico, o experimental também foi impactado pela crise provocada pela pandemia de Covid-19, mas ressalta que felizmente na França a “cultura é extremamente privilegiada. O que não é o caso dos Estados Unidos ou do Brasil, onde a Cinemateca de São Paulo queimou por total falta de apoio”.
    10/11/2021
    7:06

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