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  • Linha Direta - Agravamento da crise energética na União Europeia preocupa líderes do bloco
    Quando os líderes europeus estiverem sentados em volta da mesa de negociações em Bruxelas haverá duas certezas incontestáveis: o frio do outono e a disparada dos preços da energia para milhões de pessoas no continente. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas Em uma tentativa para amenizar o impacto dos altos custos da conta de energia elétrica no bolso dos consumidores e empresas, a Comissão Europeia tem recomendado que os governos cortem impostos e adotem subsídios estatais. Porém, diante da grave crise energética, os dirigentes do bloco querem mais empenho de Bruxelas, que parece relutante em assumir a liderança para tentar solucionar o problema. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o preço do gás aumentou em 500% nos últimos seis meses na Europa. Entre outros fatores, especialistas afirmam que o preço recorde da eletricidade está sendo impulsionado pela incapacidade de atender a demanda, as cotações  altíssimas do carvão e do gás natural e a produção de energia renovável mais baixa do que o normal, sobretudo a energia eólica. A situação deve piorar ainda mais nos próximos meses, com a chegada do inverno. Em Bruxelas, os dirigentes da UE ainda devem discutir a situação do Estado de Direito na Polônia, entre outros temas. Prestes a deixar o cargo após 16 anos no poder, esta será a última vez que a chanceler alemã Angela Merkel participará de um Conselho Europeu. Inflação deve chegar a 4% por causa do aumento do preço do gás Dependente da energia de fornecedores externos, a União Europeia importa quase 90% do gás que consome da Rússia. Mais de um quinto da eletricidade na Europa é proveniente do gás natural. Segundo dados recentes divulgados pela Eurostat, a agência de estatísticas da UE, esse aumento nos preços do gás tem feito a inflação subir em 19 países da zona do euro e está impactando tudo, da produção de carros à fabricação de computadores. No mês passado, a inflação na zona do euro alcançou 3,4%, o nível mais elevado desde 2008. A estimativa do Banco Central Europeu é de que, até o final do ano, a inflação chegue a 4%, o dobro da meta do BCE. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), além de impulsionar a inflação, a crise energética, que também tem provocado apagões contínuos, pode levar à redução da atividade industrial e desacelerar a recuperação mundial pós-pandemia de Covid-19. Os governos europeus estão tentando limitar o impacto sobre os consumidores, mas reconhecem que podem não ser capazes de evitar contas mais altas. Menos combustíveis fósseis mais energias renováveis A Comissão Europeia acredita que os níveis recordes das contas de luz devem acelerar a transição para mais energias renováveis. Recentemente, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Frans Timmermans, disse que “se tivéssemos assinado o Green Deal cinco anos antes, não estaríamos nesta posição, porque já teríamos menos dependência dos combustíveis fósseis e do gás natural”. O Green Deal ou Pacto Verde Europeu, lançado por Bruxelas há quase dois anos, tem como meta zerar o nível de emissão de carbono até 2050. Na semana passada, a comissária para Energia do bloco, Kadri Simson, afirmou que “o aumento dos preços globais da energia é uma preocupação séria para a União Europeia”. A prioridade imediata do executivo europeu é tentar amenizar os impactos sociais através, por exemplo, da distribuição de vouchers ou do pagamento de parte das faturas das famílias vulneráveis e empresas pequenas. Analistas dizem que basta uma vaga de frio mais rigorosa no continente para que os preços do gás cheguem aos três dígitos, acima de 100 euros por MWh.
    10/21/2021
    4:37
  • Linha Direta - Oposição superou divergências para sugerir indiciamento de Bolsonaro por crime contra a humanidade
    Palco de depoimentos e debates acalorados, a CPI da Covid, que expôs a irresponsabilidade do governo brasileiro na pandemia, chega ao fim no mesmo ritmo intenso de discussão, agora com o desafio de votar um relatório final. Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília Após divergências sobre o grau de envolvimento de Jair Bolsonaro na gestão da crise sanitária, o relator Renan Calheiros (MDB/AL) consentiu em retirar do texto crimes de genocídio de indígenas e homicídio atribuídos ao presidente. Restaram crime contra a humanidade - que figura na lista de possíveis atos do chefe da nação - prevaricação, charlatanismo, crime de epidemia com resultado de morte, infração a medidas sanitárias, crime de responsabilidade, incitação ao crime e falsificação de documento.  Além do presidente, o relatório vai sugerir o indiciamento de quase 70 pessoas, incluindo ministros, ex-ministros, parlamentares, além de duas empresas. “As discussões naturalmente dificultam um pouco o trabalho nessa reta final, mas certamente serão superadas para que a gente tenha a apresentação e aprovação de um relatório que precisa ser consistente até para que ele possa ter consequências efetivas”, disse à RFI o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE), que espera reações na justiça a partir do trabalho deixado pela CPI.   “A nossa expectativa é que tudo isso tenha desdobramentos jurídicos na medida em que o Ministério Público, através da Procuradoria-Geral da República, terá prazo para fazer apresentação de uma denúncia perante o Supremo Tribunal Federal. A gente vai fiscalizar e cobrar. É muito importante que a sociedade faça também esse papel”, reiterou. Vazamento do relatório O vazamento de trechos do relatório de Renan Calheiros, que tem mais de 1.100 páginas, irritou colegas pela forma e pelo conteúdo. Alguns consideraram que o relator havia pesado demais a mão e que isso poderia "contaminar" politicamente o texto final e dar munição aos governistas. Diante da pressão, Calheiros afirmou que deixaria em seu parecer apenas o que tivesse apoio da maioria, e uma reunião do chamado G7 - que reúne a oposição na CPI - foi marcada para a noite de terça-feira (19). "O genocídio não era consenso. Não havia consenso de ninguém, entre juristas não havia consenso. Entre nós senadores, eu mesmo disse que tinha que ser convencido. O mais importante dessa reunião é que saímos unificados", afirmou o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). A oposição diz que tem votos para finalizar um texto que mesmo com o recuo do relator será duro no julgamento de como a gestão Bolsonaro resultou em uma crise que matou mais de 600 mil brasileiros. O relatório dirá que o presidente e outras autoridades agiram deliberadamente contra a ciência, por meio de um gabinete paralelo, espalhando fake news e expondo milhares de pessoas ao risco concreto de infecção. "Vacina no braço do povo brasileiro" “A CPI foi crucial, salvou a vida de milhares de brasileiros, ou evitou a morte de milhares de brasileiros. Foi graças à CPI que o governo federal recuou, ainda que parcialmente, no negacionismo, nas falas equivocadas de imunidade de rebanho por contaminação. Além de tudo, ela fez com que o governo acelerasse a compra de vacinas, ou seja, a CPI colocou vacina no braço do povo brasileiro”, disse à RFI a senadora Simone Tebet (MDB/MS). Foi a partir da exposição do caso na CPI que o Ministério da Saúde cancelou a comprou da Covaxin, vacina indiana de preço bem superior às demais adquiridas pelo governo. No entanto, a votação do texto deve ficar para a semana que vem. “É a CPI das narrativas e a CPI da frustração. Queria ver também gestores estaduais, distritais, municipais prestando contas aqui dos bilhões de reais que foram encaminhados”, reclamou o senador Marcos Rogério (DEM-RO), no eterno coro dos defensores do presidente.
    10/20/2021
    4:47
  • Linha Direta - Reino Unido: número de casos diários de Covid-19 dispara e está entre os mais altos da Europa
    Depois de sair na frente na corrida da vacina contra a Covid-19, o Reino Unido se destaca como um dos países com o maior número de novas contaminações na Europa. Perde para Sérvia e Romênia. Atribui-se a disparada de casos diários, cerca de 45 mil, à pressa para reabrir a economia associada ao fim da obrigatoriedade das máscaras, segundo especialistas.  Vivian Oswald, correspondente da RFI em Londres Por mais que as vacinas tenham chegado depressa e um grande percentual da população tenha recebido as duas doses, os britânicos — a Inglaterra sobretudo — acabaram com todas as restrições no dia 19 de julho, bem antes da Dinamarca, por exemplo, um dos primeiros países do Velho Continente a promover a reabertura, no final de agosto. Na Noruega, só se fez mesmo há algumas semanas. Alemanha e Itália ainda impõem uma série de restrições, assim como a Espanha, onde se exigem o distanciamento social nas escolas e o uso de máscaras para pessoas com mais de seis anos. Na França e em outros países europeus, cobra-se o passaporte da vacina. No Reino Unido, não. Aliás, casas noturnas têm funcionado sem qualquer tipo de restrição sanitária. Museus e supermercados recomendam o uso de máscaras, mas a decisão de utilizá-las, ou não, está a critério do público. Tudo isso acaba aumentando o número de contatos entre as pessoas e complica as medidas paras conter a disseminação de um vírus que se espalha depressa justamente pelo contato. Nos trens ou ônibus em Londres boa parte dos usuários já dispensou a máscara. No entanto, o acessório é condição para se utilizar os meios de transporte público, conforme indica o site da Transports for London. Mas não é lei. Com isso, muita gente se sente desobrigada. Neste momento, especialistas discutem que a aplicação das doses de reforço da vacina é lenta. Só estão dadas a um grupo restrito de pessoas com doenças pré-existentes e acima de 50 anos, desde que já tenham tomado a segunda dose há seis meses. Trinta milhões de pessoas estariam qualificadas para tomar a terceira dose. Mas só 3,7 milhões tomaram até agora. Outra questão de imunização que prejudica o Reino Unido está no fato de somente agora os adolescentes estarem sendo vacinados. Por isso países como a França, Alemanha e outros europeus já passaram a frente dos britânicos em percentual de imunizados. Chegada do frio preocupa Com o inverno se aproximando, o quadro se complica para os britânicos. Essa é uma das maiores preocupações neste momento. A estação vai pressionar o NHS, o sistema gratuito de saúde pública britânico, com as doenças respiratórias de sempre. Mas a verdade é que o NHS já está sob pressão, porque tenta atender os casos de pacientes que tiveram seus tratamentos adiados por conta da pandemia. O número de novas contaminações diárias por Covid-19 no Reino Unido na última semana ficou em torno de 45 mil. Foram 49 mil no dia 18 de outubro. Trata-se de um aumento deu 16,2% na média dos últimos sete dias. Os óbitos ficaram acima de 120 na média diária da última semana, o que significa uma alta de 11,4%. A taxa de mortalidade é três vezes maior do que a de outras grande nações europeias. Tudo isso se complica com as perspectivas que nos dão alguns estudos científicos recentes, que já apontam para uma eficácia menor da cobertura das vacinas que já foram aplicadas com o passar do tempo. Daí a necessidade de se entrar com o reforço. Diante dos desdobramentos da pandemia no Reino Unido, já se fala em retomar o uso de máscaras no inverno e de se recomendar a volta ao trabalho remoto para aqueles que podem.
    10/19/2021
    3:50
  • Linha Direta - Venezuela: Maduro defende empresário extraditado e aumenta tensão com EUA
    Nicolás Maduro saiu em defesa do empresário colombiano Alex Saab, extraditado de Cabo Verde para os Estados Unidos no sábado (16). Ele é acusado de ser o testa de ferro do presidente venezuelano. Em represália, além do cancelamento da quarta rodada de diálogos com a oposição, o governo venezuelano organizou uma marcha a favor de Saab e fez duras críticas aos Estados Unidos no domingo (17), aumentando ainda mais a tensão entre os dois países.  Elianah Jorge, correspondente da RFI na Venezuela As mobilizações em defesa de Alex Saab demonstram a importância que o empresário colombiano tem para o chavismo. Além de interromper o diálogo com a oposição, previsto para começar no domingo, o governo organizou uma marcha no centro de Caracas. Poucas pessoas participaram. A esposa do milionário, a italiana Camila Fabri, discursou ao lado de políticos. Horas depois, Nicolás Maduro usou a tradicional cadeia de transmissão nacional de rádio e TV para defender seu suposto testa de ferro. Segundo o presidente venezuelano, o empresário foi "sequestrado". Caracas trabalha junto às Nações Unidas, em Nova York e Genebra, e ao lado de organizações de defesa dos direitos humanos para libertá-lo. Essa mobilização pode ser um indício de que Alex Saab tem informações comprometedoras sobre Nicolás Maduro.  Saab e seu sócio comercial Álvaro Pulido são acusados nos Estados Unidos de dirigir uma rede que explorava a ajuda alimentar destinada à Venezuela. Eles são acusados de transferir cerca de US$ 350 milhões (quase R$ 2 bilhões) para contas que controlavam nos Estados Unidos e em outros países, e podem ser condenados a até 20 anos de prisão. O colombiano foi preso em junho de 2020 quando seu avião particular pousou em Cabo Verde para abastecer. O empresário pretendia desembarcar no Irã, um dos principais parceiros comerciais da Venezuela.         Propaganda em favor de Saab Poucas semanas após a prisão de Saab em Cabo Verde, o governo venezuelano fez uma campanha em defesa do colombiano. Foi a partir desta ação que Alex Saab se tornou popular no país, mas não como alguém que supostamente gerou prejuízos ao povo venezuelano.   Além disso, já preso em Cabo Verde, Saab - que nasceu em Barranquilla, na Colômbia - ganhou a nacionalidade venezuelana e também um passaporte diplomático como representante comercial da Venezuela.  Uma das jogadas do chavismo para livrar Saab da prisão era incluí-lo na mesa de diálogo com a oposição. Esta manobra foi vista com incredulidade dentro do próprio governo venezuelano. Para críticos, a estratégia pode ser interpretada como uma cartada em favor de alguém que tem informações comprometedoras.  "Sequestraram um bom homem" Para o presidente venezuelano, a extradição de Alex Saab do Cabo Verde à Flórida, nos Estados Unidos, marcou “um dia triste". "Sequestraram um bom homem. Saab foi perseguido por não falar contra a Revolução Bolivariana”, disse Maduro. "Levaram Saab sem avisar os advogados, a família, ninguém. Um sequestro compatível como a filosofia do governo dos Estados Unidos", reiterou. Esta não é a primeira vez que o governo venezuelano critica os Estados Unidos abertamente, mas desta vez Maduro não mediu palavras. O líder venezuelano afirmou que Washington “violou o direito internacional ao sequestrar um diplomata". "A única coisa que ele fez foi amar a Venezuela. (...) Saab trouxe gasolina, alimentos, remédios" à Venezuela. Com as refinarias petroleiras sucateadas, desde junho de 2020 a Venezuela começou a vender gasolina importada do Irã. Saab teria sido um dos intermediários na transação de combustível iraniano - país também sancionado pelos Estados Unidos.          Foi o próprio Maduro que ordenou que o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, suspendesse a participação do governo na rodada de negociações com a oposição no domingo. Além disso, seis executivos da CITGO, a subsidiária da estatal PDVSA nos Estados Unidos, foram detidos. Eles já cumpriam prisão domiciliar, mas foram levados de volta à prisão no sábado.    Maduro já se prepara para um novo capítulo na briga com os Estados Unidos. O líder venezuelano afirmou que “virão outras medidas. O governo dos Estados Unidos sabia que íamos responder de maneira contundente”.   Desdobramentos da extradição Saab deve se pronunciar nesta segunda-feira (18), por vídeo, à procuradoria do Distrito Sul da Flórida. De acordo com figuras do chavismo, o milionário colombiano deverá defender sua inocência. A situação se agrava com as provas que supostamente demonstram as negociações da dupla Saab-Pulido, feitas em diversas partes do mundo, sobre a compra de produtos para a Venezuela. Entre eles estão alimentos de qualidade duvidosa que integram a cesta básica que o governo fornece em programas sociais.  Enquanto Saab estava em Cabo Verde, Maduro enviou advogados e agentes para tentar libertar o colombiano. Representantes do governo venezuelano teriam tentado coagir o Judiciário do arquipélago africano. Nas redes sociais cabo-verdianas foram publicados posts em defesa do empresário.  O primeiro contrato assinado por Saab na Venezuela foi em 2011, quando Maduro era chanceler do presidente Hugo Chávez. Na ocasião, o colombiano fechou uma “aliança estratégica” para a construção de casas pré-fabricadas. Diálogos interrompidos Após a morte do ex-ministro da Defesa, Raúl Baduel, na última terça-feira (12), já pairavam dúvidas sobre a continuação das negociações, sobretudo por parte da oposição. No entanto, ao que tudo indica, foi o governo venezuelano quem decidiu colocar um ponto final nas conversas, que estavam sendo realizadas na Cidade do México. Maduro culpou governo norte-americano: “Os Estados Unidos sabiam que sequestrando Alex Saab estavam apunhalando o diálogo. Eles não querem diálogo”. Gerard Blyde, um dos representantes da oposição na mesa de negociações, divulgou uma mensagem no domingo: “Aqui estamos para abrir a discussão sobre a construção do sistema de justiça. Venezuela é um país com uma justiça sequestrada, que persegue e prende a dissidência e promove a impunidade. Resgatá-la é um requisito fundamental para reconquistar nossos direitos”.        A Noruega, país mediador dos diálogos, divulgou uma mensagem informando que “continua convencida de que as negociações são a única solução para a Venezuela. Seguiremos trabalhando para que as partes continuem, o mais breve possível, seu importante esforço na mesa de negociações para uma solução política inclusiva em benefício do povo venezuelano”.
    10/18/2021
    6:06
  • Linha Direta - Venezuela: morte de ex-ministro da Defesa dificulta diálogo entre governo e oposição
    A morte do general e ex-ministro da Defesa Raúl Isaías Baduel, na última terça-feira (12), suscitou dúvidas sobre a quarta rodada de discussões entre governo e oposição, mediada pela Noruega e prevista para começar no próximo domingo (17) no México.  Por Elianah Jorge, correspondente da RFI Brasil na Venezuela.  De acordo com o procurador-geral venezuelano, Tarek Willian Saab, Baduel morreu vítima da Covid-19. Mas familiares denunciam que ele foi assassinado na prisão, o que gerou uma grande repercussão na comunidade internacional. Prevista para acontecer entre 17 e 20 de outubro, na Cidade do México, a negociação busca encontrar uma saída às múltiplas crises do país, mas ainda não se sabe se governo e oposição voltarão a se sentar para a quarta rodada de diálogo. A morte do general Raúl Isaías Baduel reavivou um ponto delicado para ambos os grupos: a questão dos presos políticos. Enquanto o chavismo busca legitimar o governo de Nicolás Maduro - cuja legalidade é questionada nacional e internacionalmente -, a oposição exige garantias políticas e eleitorais. Entre elas a renúncia à violência.  A questão dos Direitos Humanos é algo implícito no tema dos diálogos e o caso Baduel será abordado neste contexto. Gonzalo Himiob, vice-presidente da ONG Fórum Penal, afirma que, até o momento, dez presos políticos já morreram na Venezuela. Alguns desses casos levantaram suspeitas sob a veracidade das informações dadas pelo Estado. Os episódios mais polêmicos são o do vereador Fernando Albán, que há três anos apareceu morto no pátio da sede do Serviço de Inteligência Bolivariana (SEBIN) e o do capitão de fragata Rafael Acosta Arévalo, que morreu por politraumatismo enquanto estava na prisão aguardando julgamento. Ainda não se sabe qual será a decisão dos opositores que participam do processo. O governo não se declarou contrário à quarta rodada do diálogo. No entanto, analistas consideram que a morte de Raúl Isaías Baduel pode gerar um marco nestas negociações.      Baduel, o preso de Chávez Após o golpe de Estado de 2002, quando o empresário e presidente da Federação Venezuelana de Câmaras de Comércio (Fedecámaras) Pedro Carmona tomou o poder, Raúl Baduel dirigiu a “Operação Restituição da Dignidade Nacional”, responsável pelo retorno de Hugo Chávez (2002-2013) ao poder. Anos depois, Baduel foi nomeado ministro da Defesa (entre 2006 e 2007), mas acabou sendo destituído do cargo por Chávez após suspeitas de corrupção. De 2010 a 2015, Baduel esteve na prisão militar de Ramo Verde (localizada nas imediações de Caracas) acusado de apropriação indevida de bens públicos durante sua gestão como ministro.  Baduel costumava repetir “sou um preso de Hugo Chávez”, reação que teria sido suscitada após o general ter se manifestado contra a reforma constitucional promovida pelo então presidente. Em janeiro de 2017, ele voltou à cadeia por desrespeitar as regras da liberdade condicional. Meses depois ele recebeu novas acusações, desta vez de crimes contra a integridade da nação. Ao todo, Baduel ficou 12 anos preso.  Nos dias que antecederam a morte do militar, a família denunciou que Baduel estava na solitária da prisão conhecida como “A Tumba”, localizada no Centro da capital venezuelana. O procurador geral Tarek Willian Saab anunciou pelas redes sociais que Baduel havia falecido em decorrência de uma parada cardiorrespiratória causada pela Covid-19.   Família pede exumação  A família nega que a Covid tenha sido a causa da morte do militar. Familiares afirmam que viram Baduel três dias antes da morte e que “ele estava bem”.  Para não atrapalhar as investigações, a família preferiu não cremar o corpo. Sem acreditar na versão dada pelo procurador, familiares pediram apoio à Organização das Nações Unidas para fazer a exumação do cadáver do general. O enterro do general foi “controlado: não teve velório, poucos familiares puderam estar presentes e houve uma ostensiva presença policial no cemitério.   Os Estados Unidos exigiram uma "análise independente para confirmar a verdadeira causa da morte” na prisão do general. O porta-voz do Departamento de Estado de Washington destacou que “a recente morte do preso político Raúl Baduel lembra ao mundo as deploráveis e perigosas condições enfrentadas pelos presos políticos venezuelanos sob custódia do regime de (Nicolás) Maduro”. Ned Price aproveitou para ler o nome dos dez presos políticos mortos sob responsabilidade do Estado venezuelano.    Relatório independente A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Michele Bachelet, também reforçou o pedido de um relatório independente sobre a controversa morte na sedo do SEBIN. Já Luis Almagro, secretário geral da Organização de Estados Americanos (OEA), pediu à missão da ONU na Venezuela uma autópsia do corpo de Raúl Baduel alegando que “é determinante para apontar as responsabilidades do caso”.     A Missão de Determinação dos Fatos sobre a Venezuela, ligado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, pediu nesta quinta-feira uma “investigação exaustiva, transparente e independente” sobre o que causou a morte do general. O grupo destaca que é “responsabilidade do Estado garantir o direito à verdade e seguindo o Protocolo de Minnesota” - documento que determina as diretrizes internacionais para investigar mortes suspeitas e, sobretudo, aquelas em que o Estado está sob suspeita.  Maduro desvia atenção O Ministério de Relações Exteriores divulgou um comunicado no qual o governo de Nicolás Maduro rejeita as declarações do Escritório da Alta Comissária das Nações Unidas, e destacou que os presos (na Venezuela) têm acesso a todos os direitos, “incluindo atenção médica”, de acordo com o previsto pela Constituição e pelos tratados internacionais assinados pelo Estado venezuelano.  O mesmo documento critica que a pasta comandada por Michele Bachelet “ceda a pressões que pretendem destinar o tema dos direitos humanos com finalidades políticas”.
    10/15/2021
    4:38

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