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  • “É um time sem vaidade”, diz Neymar após vitória do Brasil por 3 a 0 contra Gana
    Em ótima fase, o camisa 10 da seleção falou da sua felicidade pelo bom início de temporada e admitiu que o clima da seleção brasileira é de harmonia e sem vaidade entre os jogadores. No jogo contra Gana, o treinador Tite testou vários jogadores que ainda buscam vaga na equipe que vai para a Copa. Elcio Ramalho, enviado especial a Le Havre No jogo amistoso desta sexta-feira (23) da seleção brasileira contra Gana, Neymar demonstrou mais uma vez que está em uma grande fase. Ele articulou as boas jogadas do “superataque” da seleção e deu as assistências para os dois gols de Richarlison. O zagueiro Marquinhos foi quem abiu o placar na vitória de 3 a 0 sobre o time africano. Já tendo marcado 11 gols com o PSG desde o início da temporada e prestado 10 assistências, Neymar explicou, ao final da partida contra Gana, as razões de seu rendimento excepcional. “Estou bem fisicamente, isso me ajuda muito. Meu problema nunca foi dentro de campo. Algumas lesões acabaram me atrapalhando, mas quando eu estou 100%, jogando futebol e feliz, fica difícil para os adversários”, disse o craque. Com influência, o camisa 10 da seleção também revelou ter exercido um papel de conselheiro para os jogadores de ataque. Esse setor tem grandes talentos em quantidade, disputando uma vaga, e contribuiu para cultivar a imagem de uma equipe demasiadamente ofensiva. Neymar confessou ter alertado os companheiros da importância de ajudar o sistema defensivo.   “A galera vê um time como ofensivo porque praticamente são quatro atacantes e um meia ofensivo, que é o (Lucas) Paquetá. Cheguei neles e falei que se a gente quer jogar assim, jogar junto, temos que um ajudar o outro, ajudar a linha defensiva também, todo mundo tem que correr”, contou. O comprometimento dos jogadores é motivo de satisfação para Neymar, orgulhoso do atual clima da seleção. “É gostoso de ver isso. Ninguém tem vaidade nenhuma. É um time sem vaidade, é harmonia, são amigos tanto os que estão jogando como os que estão fora. Isso é gostoso, você se sente em casa e se sente feliz”, afirmou Neymar. Durante a conversa com a imprensa, ele se recusou a responder a uma pergunta sobre Kylian Mbappé, seu companheiro no PSG. Tite elogia jogadores A seleção brasileira mostrou todo o seu poder ofensivo no jogo contra Gana, também classificada para a Copa do Qatar. O “superataque”, como vem sendo chamado o quarteto ofensivo, teve em campo Neymar, Vini Jr. Richarlison e Raphinha. No primeiro tempo, eles infernizaram a zaga, principalmente pela esquerda. O camisa 10 do Brasil foi o grande articulador das jogadas e foram muitas as chances de gol. Mas foi de bola parada que a seleção brasileira abriu o placar, com Marquinhos, de cabeça, após cobrança de escanteio. Depois Neymar deu a assistência para os dois outros gols, marcados por Richarlison. O centro-avante acertou um belo chute de fora da área aos 29 minutos e, aos 38, se antecipou à zaga e marcou de cabeça. Marcou pontos preciosos para a convocação definitiva. “Richarlison cheira gol, ele não quer saber, quer finalizar”, falou Tite na coletiva após o jogo. A equipe de Gana pouco ofereceu perigo, mas voltou no segundo tempo com alterações e mais ofensiva. Mas o meio-campo e a defesa brasileira conseguiram neutralizar as investidas do time africano, segundo análise do treinador brasileiro. “Gana voltou com três na defesa e dois alas, e nós conseguimos neutralizar o adversário. Depois dos 15 minutos, retomando o domínio, criamos oportunidades com solidez”, destacou, tecendo muitos elogios a Éder Militão, zagueiro do Real Madrid testado como lateral-direito. “O Militão foi uma surpresa agradável, e mais do que eu imaginava. É uma opção. Não imaginava que ele tivesse tanta desenvoltura”, declarou. Com o placar em vantagem, Tite e a comissão técnica fizeram muitas mudanças na equipe para o segundo tempo, dando chances a jogadores que ainda brigam pela sonhada vaga. Na defesa, Bremer entrou no lugar de Thiago Silva e foi elogiado pelos dois bloqueios que fez nas finalizações dos adversários. No decorrer do jogo, Tite tirou ainda Casemiro para a entrada de Fabinho; Richarlison deu lugar a Matheus Cunha; e Vini Jr. foi substituído por Anthony. Pouco tempo depois, fez novas alterações para observar o desempenho de outros jogadores ofensivos. Assim, Lucas Paquetá foi substituído por Everton Ribeiro e Raphinha saiu para a entrada de Rodrygo. Kleber Leite, assistente de Tite, comentou o desempenho dos substitutos. “Todos os jogadores entraram bem no jogo. Bremer entrou bem. Das quatro finalizações de Gana, fizemos três bloqueios e dois foram do Bremer. Everton e Rodrigo tiveram posse de bola no momento do jogo para a gente equilibrar; Matheus Cunha deu a mesma intensidade, aproveitando e finalizando nas situações que apareceram. Antony também. Tudo serve como possibilidade de enxergar”, disse. A seleção brasileira volta a treinar neste domingo (25), em Paris, com vistas ao jogo de terça-feira contra a Tunísia, no estádio Parque dos Príncipes. Será o último jogo amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo. Para muitos atletas, será também a última chance de convencer Tite de que podem estar no grupo que vai ao Catar lutar pelo hexacampeonato.
    9/24/2022
    5:43
  • Roger Federer: A despedida e as homenagens para uma lenda do tênis
    A notícia já era esperada. Mas ninguém tinha pressa em ouvir. O anúncio feito por Roger Federer de que iria se aposentar das quadras de tênis no final de setembro sacudiu o mundo do esporte e desencadeou uma avalanche mundial de homenagens a um dos maiores nomes da história do tênis.   Em um comunicado divulgado na última quinta-feira (15) e também por meio de uma mensagem de vídeo, Roger Federer explicou as razões que o levaram, aos 41 anos, a dizer adeus ao circuito profissional, após o torneio Laver Cup, a ser disputado em Londres, entre os dias 23 e 25 de setembro. "Como muitos de vocês sabem, os últimos três anos trouxeram desafios em forma de lesões e cirurgias. Trabalhei muito para voltar em plena forma de maneira competitiva. Mas também sei da capacidade e limites do meu corpo e os sinais para mim, ultimamente, têm sido claros. Eu tenho 41 anos de idade, já joguei mais de 1.500 partidas em 24 anos. O tênis tem me tratado com mais generosidade do que eu jamais sonharia. E agora devo reconhecer que é o momento de terminar a minha carreria competitiva".   Federer admitiu que foi uma decisão que trouxe sentimentos contraditórios. "Esta é uma decisão amarga e doce ao mesmo tempo, porque vou sentir falta de tudo o que o circuito me proporcionou. Mas, ao mesmo tempo, há muito o que comemorar. Eu me considero uma das pessoas mais sortudas da Terra. Recebi um talento especial para jogar tênis e o fiz em um nível que nunca imaginei, por muito mais tempo do que jamais imaginei ser possível", disse o jogador. O anúncio da despedida emocionou os milhões de fãs no mundo inteiro, o universo do tênis e seus principais rivais. Pelas redes sociais, dois de seus maiores adversários expressaram admiração pelo suíço. Nadal e Djokovic O espanhol Rafael Nadal se referiu a ele como um amigo e rival. E disse: "gostaria que esse dia nunca chegasse. Foi um prazer, mas também uma horna e um privilégio compartilhar todos esses anos com você vivendo tantos momentos incríveis dentro e fora de quadra".  Novak Djokovic demorou 24 horas para se exprimir. Mas no texto no Instagram, escreveu: " sua carreira deu o tom para o que significa alcançar a excelência e liderar com integridade e equilíbrio. É uma honra conhecê-lo dentro e fora do circuito por muitos anos ainda". O suíço e o espanhol protagonizaram alguns dos duelos mais inesquecíveis das últimas décadas. Djokovic e Federer se enfrentaram 50 vezes, com vantagem para o sérvio que venceu 27 partidas, sendo 11 em Grand Slams. A mais memorável delas foi na final de 2019, quando Djokovic salvou dois match points antes de vencer a final mais longa da história de Wimbledon (4h57), privando o suíço do 21° título de Grande Slam. Na despedida de Federer, na Laver Cup, os dois vão jogar juntos na equipe europeia ao lado de Rafael Nadal e Andy Murray contra uma equipe formada de tenistas de outras regiões do mundo. Carreira Roger Federer começou no circuito profissional em 1998, antes de completar 18 anos, em seu país natal. Acumulou diversos recordes nos mais de 24 anos de carreira. Foram mais de 1500 jogos, e um total de 103 títulos só em torneios de simples. Até o momento, foram 1.251 vitórias nas quadras, pouco atrás de Jimmi Connor (1274) e de Martina Navratilova (1442). Terminou como o número 1 do mundo em cinco ocasiões: de 2004 a 2007 e em 2009. E o maior feito na sua vitoriosa carreira: erguer um total de 20 títulos de Grand Slam, sendo 8 em Wimbledon, onde marcou a história do torneio londrino como maior vencedor individual. Ao lado de Stanislas Wawrinka ergueu a única Copa Davis para a Suíça, em 2014. Terminou a temporada como número 1 do mundo em cinco ocasiões (2004, 2005, 2006, 2007, 2009). Federer também foi o sexto jogador a conquistar os quatro torneios de Grand Slams e maior feito na sua vitoriosa carreira: ergueu no total 20 títulos de Grand Slams, sendo 8 em Wimbledon, onde marcou a história do torneio londrino como o maior vencedor individual.  Além de Wimbledon (2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012, 2017), foram 6 títulos do Aberto da Austrália (2004, 2006, 2007, 2010, 2017, 2018), 5 do US Open (2004, 2005, 2006, 2007, 2008) e apenas 1 Roland-Garros (2009). Com seu adeus, uma página da história do tênis será virada. Ela ficará registrada como a realização de um sonho de um menino suíço, que quando era catador de bolas, aos 8 anos, sonhou em se tornar profissional. Nas quadras, será lembrado pelo estilo de jogo elegante, o respeito pelos adversários, além claro, das inúmeras conquistas. Homenagens de brasileiros Para o tenista brasileiro Bruno Soares, o suíço marcou uma era do esporte e não apenas nas quadras. “Federer transformou o mundo do esporte e não apenas do tênis. Não é em números, mas provavelmente é o melhor de todos os tempos em vários quesitos: talento, elegância, humildade e carisma. Ele marcou o esporte e o mundo do entretenimento de um modo geral", disse. "Ele é um ícone não apenas para o tênis e uma referência mundial. É um dia triste para o tênis porque a gente perde esse privilégio de mais de 20 anos que foi acompanhar o maestro jogando. Foi uma das coisas mais bonitas que o esporte já proporcionou. Fica a história que ele fez e ele sempre vai estar no coração de todo mundo perpetuando tudo o que ele conquistou", finalizou. Para a tenista número 1 do Brasil, Bia Haddad Maia, Roger Federer foi um exemplo: "Ele sempre foi um cara que agregou muitos valores humanos. Ele sempre demonstrou muito amor, carinho pelo tênis e seus adversários. Ele conseguiu jogar em alto nível por duas gerações diferentes e completas. O que ele fez é incrível”, resumiu. Para quem teve o prazer de ver de perto o suíço jogar, fica um momento que nunca se apagará da lembrança. É o caso da roteirista de cinema mineira Isabel Borges, uma fã incondicional de Federer. Ela conta que já viajou à Suíça só para ver o ídolo jogar. “Viajei do Brasil para a Basileia, cidade natal do Federer para vê-lo jogar lá, no torneio onde começou como gandula. Foi muito especial este momento”, recordou. Ela disse ter chorado ao saber da notícia da aposentadoria do tenista. “Minha primeira reação foi de lágrimas, comecei a chorar. É triste pensar que a gente não mais vai vê-lo jogar. Por outro lado, foi um privilégio ter acaompanhado a carreira dele que é incrível”, destaca.   Em números, a carreira de Federer também lhe rendeu muito dinheiro. Ele foi o esportista mais bem pago do mundo entre 1° de junho de 2019 e 10 de junho de 2020 com um ganho total de US$ 106,3 milhões, segundo a revista Forbes, sendo US$ 100 milhões de contratos publicitários e patrocinadores privados. Ele terá a partir do último torneio, mais tempo para se dedicar à família e aos projetos pessoais. Se depender da sua últimas palavras e promessa ao anunciar sua aposentadoria, ele não deverá ficar tão distante do esporte que o consagrou. "Quero agradecer do fundo do meu coração a todos os que, ao redor do mundo, me ajudaram a tornar realidade os sonhos de um jovem suíço que era catador de bolas. Finalmente, para o jogo de tênis...  eu te amo e nunca vou deixá-lo”, disse.
    9/18/2022
    10:20
  • Palco da final e da estreia do Brasil na Copa, moderno estádio Lusail é inaugurado
    Maior e mais importante entre os oito estádios que vão receber a Copa do Mundo de 2022, o novíssimo Lusail foi aberto oficialmente ao público. Construído especialmente para o torneio no Catar, ele tem capacidade para 80 mil pessoas, é um estádio grandioso, moderno e com visual futurista. É por ele que passa o sonho da seleção brasileira para conquistar o hexacampeonato mundial, tentando repetir os títulos de 1958 na Suécia, 62 no Chile, 70 no México, 94 nos Estados Unidos e 2002 no Japão e Coreia do Sul. Tiago Leme, de Doha (Catar), para a RFI Palco da final da Copa do Mundo no dia 18 de dezembro, o estádio recém-construído vai receber um total de 10 jogos no torneio, incluindo duas partidas do Brasil na fase de grupos: a estreia contra a Sérvia, dia 24 de novembro, e a terceira partida, contra Camarões, dia 2 de dezembro. O primeiro jogo da competição no local será entre Argentina e Arábia Saudita, dia 22 de novembro. A equipe comandada pelo técnico Tite, e de estrelas como Neymar e Vinícius Júnior, será uma das primeiras a utilizar o Lusail, que recebeu um jogo da Liga do Catar como evento-teste, em agosto deste ano, mas foi inaugurado oficialmente na última sexta-feira, dia 9 de setembro. O local recebeu o duelo da Supercopa, entre o Al Hilal, campeão da Arábia Saudita, e o Zamalek, campeão do Egito, com uma grande festa e shows musicais. Estádio desmontável e nova cidade construída do zero O belíssimo estádio Lusail tem fachada externa toda dourada, que brilha ainda mais com as luzes ligadas à noite. A arquitetura é inspirada em uma tigela típica do artesanato islâmico, e a iluminação, em uma lanterna árabe chamada “fanar”. Na parte interna, há luxo nos camarotes e áreas VIPs, e conforto nas instalações para imprensa e convidados, vestiários para os atletas e áreas para os torcedores. Todos os detalhes foram projetados pensando na modernidade e na sustentabilidade, com uso de energia solar e carbono zero. O gerente de projeto do Lusail, Tamin El-Abed, também citou outros destaques. “Outros aspectos técnicos do estádio, não só do Lusail, mas de todos os estádios da Copa do Mundo no Catar, que eu gostaria de chamar atenção, são o sistema de transmissão, sistema de energia e o resfriamento. Nossos estádios são frios. Eles têm sistema de resfriamento embaixo dos assentos e na parte de cima para os espectadores”, afirmou El-Abed. Depois da Copa, assim como a maioria dos outros estádios construídos no Catar, o Lusail será parcialmente desmontado. Para não virar um elefante branco, os assentos do anel superior serão retirados e a capacidade será reduzida. Com isso, o espaço ganhará uma escola, lojas, clínicas de saúde, áreas comerciais e esportivas. Ao redor do estádio, em uma área onde antes era praticamente um deserto, foi construída do zero uma nova cidade inteira de 35 km2, planejada para 250 mil habitantes, também com o nome de Lusail. Esta região fica a 20 km de distância da capital Doha, e agora conta com novíssimas zonas residenciais, comerciais, de entretenimento, hotéis, marina, praia e sistema de transporte. Estima-se que o investimento feito para erguer a cidade foi em torno de 45 bilhões de dólares. O Catar é uma das nações mais ricas do mundo, impulsionado pela exploração de petróleo e gás natural. O país tem uma população de 2,8 milhões de pessoas, mas cerca de 2,4 milhões vivem em Doha, e a intenção é que Lusail agora possa receber parte desses moradores. Quem mora no Catar se impressiona como este país do Oriente Médio se transformou com as obras, desde que foi escolhido como sede do Mundial, em 2010. E essas mudanças parecem não ter sido apenas na infraestrutura. Também nota-se uma evolução na sociedade de uma forma geral. “O país tem evoluído muito, eles estão todos muito contentes, muito felizes e têm recebido bem a comunidade esportiva mundial para a Copa. E realmente é notório, quando a gente anda pelas ruas, como a comunidade do Catar tem recebido a Copa. Teve uma evolução grande e eles estão muito contentes”, explicou o brasileiro Perkison Souza, que mora em Doha. A Copa do Mundo de 2022 terá a sua abertura no dia 20 de novembro, com o duelo entre Catar e Equador, no estádio Al Bayt. Mas será na decisão do dia 18 de dezembro, no Lusail, que um novo campeão mundial será conhecido. O Brasil busca o seu sexto título na história, mas terá adversários duros, como a atual campeã França, que tenta a taça pela terceira vez, além de Argentina, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Portugal e Uruguai, por exemplo.
    9/11/2022
    5:10
  • Com falta de hotéis, Copa no Catar tem quartos em navios, tendas e preços altos
    Uma das maiores dificuldades para quem quer ir à Copa do Mundo no Catar este ano é quanto à hospedagem. Não há hotéis suficientes no país para receber todo o público. Com isso, foram criadas alternativas, como quartos em navios de cruzeiro e até tendas em campings no deserto. No entanto, os preços são altíssimos e os torcedores terão de desembolsar um bom dinheiro para viajar ao Oriente Médio entre os meses de novembro e dezembro. Tiago Leme, de Doha (Catar), para RFI Como o país tem pequenas dimensões territoriais e os oito estádios estão localizados próximos uns dos outros, praticamente todos na capital Doha e arredores, a concentração de pessoas no mesmo lugar será grande. São esperados cerca de 1 milhão de turistas estrangeiros no Catar durante o torneio, sendo que metade deste número na fase de grupos. De acordo com o órgão de turismo catari, o país conta com 30 mil quartos de hotéis, mas mais da metade já está reservada pela Fifa para hospedar as seleções, árbitros, imprensa, dirigentes e convidados oficiais. Com a criação de acomodações alternativas e provisórias, a expectativa é de que o Catar chegue a cerca de 100 mil quartos disponíveis. Mas apesar do discurso positivo dos organizadores, a questão da hospedagem é um problema a ser encarado nesta Copa. “Em termos de acomodação, uma plataforma foi anunciada pelo Comitê Supremo do Qatar, que mostra todas as opções que temos que acomodação. Nós temos opções desde quartos de hotéis cinco estrelas até duas estrelas, instalações em acomodações temporárias, por exemplo, temos os navios de cruzeiros, que ficarão ancorados no porto de Doha como opção de um hotel flutuante. Então, os torcedores podem reservar lá um quarto para o torneio”, afirmou Nasser Al Khater, CEO do Comitê Organizador Catar 2022. Uma plataforma oficial foi criada para reservas de acomodação na internet. Além de hotéis, a lista conta com apartamentos para aluguel, tendas em campings, cabines provisórias em vilas para torcedores e quartos em dois navios que ficarão ancorados. Existem diversos lugares luxuosos, outros mais modestos, mas mesmo as poucas opções mais econômicas estão caríssimas. Neste momento, a diária mais barata não sai por menos de R$ 600. Por outro lado, há diárias em hotéis que estão custando até R$ 25 mil. Para entrar no país durante a competição, será necessário apresentar uma confirmação de acomodação. O Catar passou por várias obras desde que foi escolhido como sede da Copa do Mundo, em 2010, e muita coisa nova foi construída. Para amenizar o problema de hospedagem, o brasileiro Perkison Souza, que mora no país, destacou a construção de uma cidade inteira na região onde foi erguido o principal estádio do Mundial, além do sistema de transporte. “Existe uma cidade aqui ao lado de Doha que se chama Lusail, e ela tem uma estrutura hoteleira que está sendo construída do zero. É uma cidade que foi levantada do zero, justamente para aumentar a capacidade de acomodação. E também tem a parte logística, porque todos os estádios são interligados pelo metrô. Então este é o primeiro país onde as pessoas vão poder se locomover entre os estádios durante o dia, você pode assistir até três jogos no mesmo dia. Acho que isso é incrível para um país de Copa do Mundo. Então a logística está acontecendo bacana”, disse Perkison. O estádio Lusail, com capacidade para 80 mil torcedores, que será palco da final da Copa em 18 de dezembro, foi feito em uma área onde antes não havia quase nada. Ao redor dele, uma nova cidade com 38 km2, também com o nome de Lusail, está sendo finalizada a 20 km de distância de Doha, com zonas residenciais, comerciais, de entretenimento, marina, praia e 22 novos hotéis. Os altos preços do Catar, principalmente de hospedagem, mas também de outros custos do dia a dia, como voos e alimentação, devem fazer com que a Copa de 2022 seja uma das mais caras. Como há restrição de bebidas alcoólicas no país, o preço deste item é ainda mais alto. Na média, um copo de 500ml de cerveja custa a partir de R$ 60, nos bares licenciados, que ficam dentro de grandes hotéis internacionais. Apesar disso, de acordo com comunicado oficial divulgado pela Fifa em agosto, 2,45 milhões de ingressos para os jogos já foram vendidos, para 64 partidas, envolvendo 32 seleções. Quem mais comprou os bilhetes até agora foram torcedores do Catar, Estados Unidos, Inglaterra, Arábia Saudita, México, Emirados Árabes, França, Argentina, Brasil e Alemanha. O Mundial começa no dia 20 de novembro e termina em 18 de dezembro.
    9/4/2022
    8:46
  • Luxo e localização central: conheça a base da seleção brasileira no Catar
    Na busca para conquistar o inédito hexacampeonato mundial de futebol, a casa da seleção brasileira na Copa do Catar terá luxo, privacidade e instalações de alto nível. Tudo foi pensado para oferecer aos atletas e à comissão técnica a melhor estrutura possível durante a competição. Desde 2019, o estafe da CBF visitou 17 opções oferecidas pela Fifa. Após análise detalhada, foi definido que a equipe ficará hospedada no Westin Doha Hotel & Spa. Tiago Leme, de Doha (Catar), para a RFI   O hotel de luxo escolhido pela CBF para servir de base para a seleção brasileira fica bem no centro de Doha, onde os jogadores ficarão hospedados entre novembro e dezembro. Dos 264 quartos do hotel, 200 serão reservados para a seleção, que terá uma ala exclusiva, sem acesso dos demais hóspedes. A intenção é deixar estrelas como Neymar e companhia mais à vontade durante a estadia. O espaço tem piscinas, academia, spa, restaurantes, salas de reuniões e até mesmo uma espécie de pequena praia artificial com ondas. Cada jogador terá um quarto individual confortável de mais de 50 metros quadrados. O valor de uma diária no Westin custa a partir de R$ 900 e pode chegar até R$ 15 mil. . Já o centro de treinamento escolhido pelo Brasil foi o estádio Grand Hamad, onde joga o Al Arabi no campeonato catari. O local tem gramado e vestiários em ótimas condições, e inclusive foi utilizado nas eliminatórias da Oceania para a Copa de 2022. A CBF ainda vai fazer melhorias na sala de imprensa, para entrevistas, e montar um espaço de convivência para a família dos atletas. O estádio fica a menos de 4 km de distância do hotel da seleção. Coordenador de futebol da CBF, o ex-jogador Juninho Paulista explicou a escolha pela base do Brasil.   “É claro que o nosso pensamento inicial seria uma concentração tipo Granja Comary, que você não precisasse sair e ir para o centro de treinamento, ficasse tudo junto. Mas a gente não encontrou isso aqui. Aí nossa opção foi o hotel Westin, que é um excelente hotel, junto com o centro de treinamento que já é um estádio, não é um dos clusters que eles construíram. É um estádio onde há uma privacidade maior e já tem instalações de treinamento existentes”, disse Juninho. Como o Catar é um país com pequenas dimensões territoriais, as equipes não precisarão viajar de avião durante o torneio, bem diferente do que aconteceu nas Copas anteriores. Todos os oito estádios são relativamente próximos. O estádio mais longe do centro de Doha é o Al Bayt, onde vai acontecer a abertura, a apenas 50 km de distância, ou 40 minutos de estrada. Com isso, todos os deslocamentos das delegações serão feitos de ônibus, em pouco tempo. Esta novidade agradou bastante ao técnico Tite. “Eu vou te dizer que enche o saco quando tem que ficar trocando de lado toda hora. A mim me incomoda, tu não potencializa o tempo, e quando tu está em um núcleo só, que a gente consegue fazer o treinamento, a alimentação, a interação com o atleta, isso é muito melhor, isso dá uma dinâmica de trabalho muito melhor. Tu aproxima a qualificação do teu trabalho, tu eleva o nível do teu trabalho em termos de logística. Mas não só, a possibilidade de performance é muito boa”, afirmou Tite. Treinos em Turim O Brasil estreia na Copa no dia 24 de novembro contra a Sérvia, no estádio Lusail, que também será o palco da final no dia 18 de dezembro. Depois, ainda encara Suíça e Camarões na fase de grupos. Todas essas partidas serão disputadas em estádios a menos de 30 minutos da base da seleção no Catar. Antes de chegar à sede da Copa, a seleção brasileira vai fazer um período de treinos em Turim, na Itália, no CT da Juventus, entre os dias 14 e 19 de novembro. A princípio, a comissão técnica não pretende realizar nenhum amistoso nessas datas. Para poder receber 32 seleções, o pequeno país do Oriente Médio teve que construir e reformar centros de treinamentos. Entre as outras equipes que vão disputar o Mundial, a Argentina e a Espanha vão ficar hospedadas e treinar em espaços distintos da Universidade do Catar, por exemplo. Já a Alemanha optou por ficar em uma concentração mais isolada, no extremo norte do país, em um resort perto da cidade de Al Ruwais, a 110 km de Doha. A atual campeã mundial França vai treinar no estádio do Al Sadd, próximo da região central da capital. Cada seleção com sua estratégia para tentar voltar do Catar para casa com a tão sonhada taça da Copa do Mundo.
    8/29/2022
    7:23

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